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Bolsas americanas fecham em forte queda com receio de inflação persistente e temores sobre IA; Dow Jones cai mais de 500 pontos
Publicado 27/02/2026 • 18:51 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/02/2026 • 18:51 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Brendan McDermid / Reuters
As bolsas de Nova York encerraram a sexta-feira (27) em forte queda após a divulgação de um índice de preços ao produtor (PPI) mais alto que o esperado, reforçando preocupações com a inflação persistente e ampliando a volatilidade que marcou o mês. O dado se soma a incertezas sobre o impacto da inteligência artificial (IA) e tensões no mercado de crédito privado.
O Dow Jones Industrial Average recuou 521,28 pontos (-1,05%), fechando aos 48.977,92 pontos. O S&P 500 caiu 0,43%, para 6.878,88 pontos, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 0,92%, encerrando aos 22.668,21 pontos.
No acumulado de fevereiro, S&P 500 e Nasdaq fecharam no vermelho, com o índice de tecnologia registrando queda superior a 3% no mês, seu pior desempenho desde março do ano passado. Já o Dow conseguiu avançar cerca de 0,2% no período.
O gatilho para a queda foi o dado de inflação ao produtor de janeiro, que mostrou alta de 0,5% no mês, acima da projeção de 0,3% dos economistas consultados pelo Dow Jones. Mais preocupante foi o núcleo do PPI — que exclui alimentos e energia — com avanço de 0,8%, bem acima da estimativa de 0,3%.
Para Stephen Kolano, diretor de investimentos da Integrated Partners, o relatório adiciona mais uma camada de incerteza a um mercado já pressionado por dúvidas sobre gastos com IA (capex) e estresse no crédito privado. Segundo ele, a inflação mais concentrada em serviços pode indicar que empresas estão repassando custos de tarifas ao consumidor final.
“A inflação ainda não está resolvida”, afirmou Kolano. Para ele, o cenário cria um dilema para o Federal Reserve (Fed): cortar juros para estimular o crescimento ou manter a política restritiva para conter os preços. “Isso cria incerteza sobre qual direção a política monetária tomará no restante do ano”, disse.
Kolano também destacou preocupações com o mercado de trabalho. Embora a criação de vagas tenha superado expectativas no último mês, ele observou que os pedidos de demissão vêm aumentando. A consultoria Challenger, Gray & Christmas informou que os cortes anunciados em janeiro atingiram o maior nível para o mês desde a crise financeira global.
IA, tecnologia e crédito privado sob pressão
O mês também foi marcado por temores sobre o impacto da inteligência artificial em diferentes setores. A fintech Block, fundada por Jack Dorsey, anunciou a demissão de mais de 4.000 funcionários, quase metade do quadro, ampliando o clima de cautela.
Entre as grandes empresas de tecnologia, as perdas se intensificaram. A Nvidia caiu 4% na sexta-feira, após já ter recuado mais de 5% no pregão anterior, mesmo depois de resultados robustos no quarto trimestre. Investidores demonstraram dúvidas sobre o acordo da empresa com a OpenAI, além de questionarem se os elevados investimentos em IA por parte das gigantes de tecnologia são sustentáveis.
A Salesforce e a Microsoft recuaram mais de 2%, pressionando o Dow. A empresa de cibersegurança Zscaler despencou 12% após divulgar receitas diferidas e faturamento abaixo das expectativas no segundo trimestre fiscal. Já a CoreWeave caiu 18% com projeções decepcionantes.
O setor de crédito privado também ficou no radar após o colapso da britânica Market Financial Solutions, elevando receios de contágio. As ações da Apollo recuaram mais de 8%, enquanto a Jefferies caiu mais de 9%. A Blue Owl, já pressionada por restrições de liquidez e venda de ativos, perdeu cerca de 6%.
O iShares Expanded Tech-Software ETF (IGV) acumula queda próxima de 10% em fevereiro, elevando as perdas no ano para quase 23%, refletindo o impacto combinado de inflação persistente, dúvidas sobre IA e receios no crédito privado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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