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Mythos: por que o novo modelo da Anthropic representa um salto de geração
Publicado 15/04/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/04/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Reprodução
IA que encontra vulnerabilidades: o que o caso Mythos revela sobre o futuro da cibersegurança
O desenvolvimento da inteligência artificial é com certeza o ponto-chave da tecnologia nos dias de hoje. A ferramenta, que vem ganhando atualizações e novas funcionalidades, já está presente em praticamente todos os lugares que utilizam internet, além de ser o grande produto de gigantes da tecnologia, como a Anthropic.
Entretanto, apesar de parecer uma cena de filme de ficção científica, o início do desenvolvimento da I.A. gerou questionamentos sobre a segurança envolvendo a tecnologia. Esse é o caso do novo produto desenvolvido pela Anthropic, que não será lançado ao público.
Leia também: Anthropic supera OpenAI com US$ 30 bi em receita anualizada e muda liderança da I.A.
De acordo com informações publicadas anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o novo modelo de inteligência artificial da Anthropic, chamado de Claude Mythos Preview, vem sendo descrito como um marco no desenvolvimento da tecnologia.
Entretanto, a nova tecnologia desenvolvida parece assustar até mesmo os próprios desenvolvedores. A própria empresa optou por não disponibilizar o modelo ao público, citando riscos associados ao seu nível de capacidade.
A decisão reforça a percepção de que o Mythos ultrapassa os limites técnicos e práticos que, até então, poderiam definir a base de segurança do desenvolvimento de uma I.A.
Os dados do benchmark (plataforma utilizada para pontuar e analisar a capacidade de um hardware) ajudam a explicar por que o Mythos pode ser considerado um divisor de águas no mercado de tecnologia.
No SWE-bench Pro, um dos testes mais exigentes, o modelo atingiu 77,8%, enquanto o Claude Opus 4.6, até então um dos mais avançados atualmente, registrou 53,4%. A diferença de 24 pontos em um teste considerado difícil indica um salto significativo de capacidade entre os hardwares.
Além disso, o desempenho superior se repete em outros indicadores. No SWE-bench Verified, o Mythos alcançou 93,9%, contra 80,8% do modelo anterior. Já no GPQA Diamond, voltando ao raciocínio científico de nível avançado, o sistema chegou a 94,6%.
Por último, no Humanity’s Last Exam, criado justamente para desafiar os modelos mais modernos, o Mythos marcou 56,8% sem o uso de ferramentas auxiliares, superando o Opus 4.6, que ficou em 40%.
De forma geral, embora os avanços tecnológicos sejam vistos como algo positivo, a percepção pode mudar quando uma atualização ultrapassa o nível de segurança entre usuários e até empresas.
Apesar de não ser disponibilizado ao público, o Mythos não deve ser descartado. Pelo contrário, os números promissores devem ser aproveitados por gigantes da tecnologia como Apple, Google, Microsoft e Amazon. O objetivo central da utilização visa reforçar a segurança em infraestruturas digitais.
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O principal fator que levou à decisão de não lançar o modelo ao público está ligado à sua habilidade com programação. Segundo a reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Mythos não foi treinado especificamente para cibersegurança, mas seu alto nível de compreensão de código o tornou extremamente eficiente em identificar falhas.
Durante testes internos, o modelo encontrou milhares de vulnerabilidades inéditas em sistemas operacionais e navegadores frequentemente utilizados. Em um dos casos citados, o Mythos identificou uma falha no sistema da OpenBSD, com 27 anos de existência, que permitia derrubar máquinas remotamente apenas com uma conexão.
Esse tipo de capacidade, embora valiosa para defesa digital, também levanta preocupações sobre o potencial uso malicioso da tecnologia, o que motivou a restrição de acesso. De forma geral, o Mythos, nova criação da Anthropic deve ser benéfico para gigantes da tecnologia, mas deve permanecer longe dos usuários normais.
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