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Bradesco lucra R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, mas recuperação ainda exige cautela

Publicado 06/05/2026 • 19:59 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • Lucro líquido recorrente teve alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
  • As receitas totais cresceram 14% em um ano, para R$ 36,9 bilhões, enquanto o ROAE avançou para 15,8%.
  • Apesar da melhora no resultado, o banco manteve postura conservadora no crédito, em meio à alta do custo de crédito por casos específicos no atacado e no rural.

Divulgação

Banco Bradesco

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o avanço foi de 4,5%.

O resultado mostra uma recuperação gradual da rentabilidade do banco, sustentada pelo crescimento das receitas, pela melhora da eficiência e pelo desempenho da área de seguros. Ao mesmo tempo, o balanço ainda traz sinais de cautela, especialmente no crédito, com aumento das provisões por casos específicos nos segmentos de atacado e rural.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio recorrente (ROAE) chegou a 15,8% no trimestre, alta de 1,4 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 0,6 ponto percentual frente ao quarto trimestre do ano passado.

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Receitas crescem e sustentam lucro

As receitas totais do Bradesco somaram R$ 36,9 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 14% na comparação anual e de 2,2% em relação ao trimestre anterior. Segundo o banco, esse foi o principal fator para a melhora da rentabilidade e do índice de eficiência.

A margem financeira total ficou em R$ 20,1 bilhões, alta de 16,4% em um ano e de 4,2% na comparação trimestral. Já as receitas de prestação de serviços somaram R$ 10,4 bilhões, crescimento de 6,2% em 12 meses, apesar de queda de 6,4% frente ao quarto trimestre.

Entre as linhas de serviços, o banco destacou o avanço em administração de consórcios, serviços de custódia e corretagens, e mercado de capitais e assessoria financeira. A receita com rendas de cartão somou R$ 4,4 bilhões, alta de 2,9% em um ano, mas queda de 7,7% no trimestre.

Crédito avança pouco no trimestre

A carteira de crédito expandida do Bradesco chegou a R$ 1,09 trilhão em março, crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com dezembro, porém, a alta foi de apenas 0,1%, o que reforça a postura mais seletiva do banco na concessão.

O Bradesco afirmou que mantém “apetite moderado” e viés conservador na originação, com foco em uma carteira com mais garantias e menos operações reestruturadas.

A carteira de pessoas físicas somou R$ 474 bilhões, alta anual de 9,5%. Em micro, pequenas e médias empresas, o saldo ficou em R$ 254,6 bilhões, avanço de 14,4% em um ano, mas queda de 2,3% no trimestre. Já a carteira de grandes empresas atingiu R$ 361,3 bilhões, crescimento anual de 3,3%.

Entre os destaques, o banco informou alta de 25,4% em 12 meses na carteira de veículos para pessoas físicas e avanço de 8,3% no consignado. A instituição também afirmou ser líder em originação nas linhas governamentais FGI e FGO, com participação de 20,6%.

Custo do crédito pressiona balanço

O principal ponto de atenção do resultado ficou no custo do crédito. A despesa com provisão para devedores duvidosos expandida somou R$ 9,7 bilhões no trimestre, alta de 26,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 9,5% frente ao quarto trimestre.

Segundo o Bradesco, o aumento ocorreu especialmente por casos específicos nos segmentos de atacado e rural. O custo de crédito ficou em 3,5%, alta de 0,5 ponto percentual em um ano e de 0,3 ponto percentual no trimestre.

Apesar da pressão nas provisões, o banco apontou melhora em indicadores da qualidade da carteira. A instituição informou redução de R$ 7,6 bilhões no ativo problemático na comparação anual e aumento de R$ 1,1 bilhão em operações curadas.

O Bradesco também destacou que 93% da carteira está nos estágios 1 e 2, alta de 0,9 ponto percentual em 12 meses. A carteira de crédito com garantias também avançou, e o banco informou que 69% dos créditos de pessoas físicas contam com garantia.

Eficiência melhora com redução da rede

As despesas operacionais somaram R$ 16,2 bilhões no primeiro trimestre, queda de 4,6% em relação ao trimestre anterior, mas alta de 7,8% na comparação anual. As despesas de pessoal e administrativas ficaram em R$ 12,6 bilhões, queda de 8,8% no trimestre e alta de 5,4% em um ano.

O índice de eficiência operacional em 12 meses ficou em 49,2%, melhora de 2,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O banco também reduziu sua estrutura física. Em março, a rede de atendimento somava 4.367 pontos, entre agências, unidades de negócios e postos de atendimento, uma redução de 1.414 estruturas em relação a março de 2025.

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Seguros seguem como motor de rentabilidade

A área de seguros, previdência e capitalização continuou contribuindo de forma relevante para o resultado. O lucro líquido do segmento foi de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 13% em um ano. O ROAE da área ficou em 21,6%.

O resultado total das operações de seguros somou R$ 6,4 bilhões, crescimento de 20,4% na comparação anual e de 13% frente ao quarto trimestre. A receita de prêmios, contribuições de previdência e receitas de capitalização chegou a R$ 29 bilhões.

O Bradesco também destacou a consolidação da Bradsaúde, que reúne os ativos de saúde da organização e teve impacto positivo no capital do banco. O índice de Basileia Nível 1 ficou em 14,5% em março, em base pro forma, incluindo benefício de 2,5 pontos percentuais com a consolidação dos negócios de saúde.

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