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Oncoclínicas, Kora e Alliança avançam para recuperação extrajudicial; entenda o que está em jogo

Publicado 04/05/2026 • 19:23 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Entre o fim de abril e o início de maio de 2026, empresas como Kora, Oncoclínicas e Alliança iniciaram ou preparam processos de recuperação extrajudicial.
  • O caixa disponível era limitado frente às obrigações de curto prazo, o que exigiu renegociações frequentes.
  • Para aliviar a pressão, o grupo iniciou a venda de ativos.
Fachada Oncoclínicas

Oncoclínicas/Divulgação

Entre o fim de abril e o início de maio de 2026, empresas como Kora, Oncoclínicas e Alliança iniciaram ou preparam processos de recuperação extrajudicial como forma de reorganizar seus passivos e ganhar tempo nas negociações com credores.

A estratégia surge sob pressão financeira, com aumento do endividamento e dificuldade de geração de caixa.

A Kora foi a primeira a confirmar a adesão ao plano de recuperação extrajudicial. Controlada pela gestora HIG Capital, a rede hospitalar optou por esse caminho para reestruturar suas obrigações financeiras sem recorrer a um processo judicial mais amplo.

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Segundo o Valor Econômico, o modelo permite negociar diretamente com credores, desde que haja adesão relevante às condições propostas.

Quem é a Kora?

A Kora é um dos maiores grupos hospitalares do país, com presença em diferentes regiões. A empresa reúne hospitais no Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso, Distrito Federal e Ceará. Seu modelo combina investimento em estrutura, tecnologia e equipes médicas com foco em eficiência operacional.

A companhia também aposta em padrões de qualidade e certificações, além de manter uma estratégia voltada para crescimento e sustentabilidade no setor de saúde.

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A atuação diversificada e a expansão ao longo dos últimos anos ajudaram a consolidar sua posição no mercado hospitalar.

Oncoclínicas e Alliança seguem o mesmo caminho

Outras duas empresas já se movimentam na mesma direção. Oncoclínicas e Alliança conseguiram medidas cautelares que suspendem cobranças por cerca de 60 dias.

Esse prazo funciona como uma proteção temporária enquanto as companhias estruturam suas propostas de reestruturação.

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A expectativa é que a Alliança formalize o pedido ainda em maio. No caso da Oncoclínicas, o processo deve avançar até junho, após a obtenção recente da cautelar.

Quem é a Alliança?

A Alliança atua no segmento de medicina diagnóstica e foi criada a partir da união de empresas regionais do setor. Hoje, a companhia reúne milhares de colaboradores e médicos parceiros, com presença em diversos estados brasileiros.

A empresa opera uma ampla rede de unidades, oferecendo exames de imagem, análises clínicas, medicina nuclear e outros serviços.

Também desenvolveu soluções tecnológicas, incluindo plataformas para operação remota de equipamentos e uso de inteligência em diagnósticos.

Outro ponto de destaque é a atuação em modelos acessíveis ao público, com iniciativas voltadas para ampliar o acesso a exames e serviços de saúde fora dos planos tradicionais.

Hospital Care enfrenta pressão

Embora ainda não tenha indicado adesão à recuperação extrajudicial, a Hospital Care também enfrenta dificuldades relevantes. O grupo vem negociando com credores flexibilizações contratuais para evitar o agravamento da situação financeira.

Relatório da Moody’s aponta que a empresa está em situação de default técnico, com pagamentos fora das condições originais.

A avaliação também destaca nível elevado de endividamento, geração de caixa insuficiente e baixa visibilidade sobre resultados financeiros recentes.

Endividamento elevado e venda de ativos

Os dados financeiros reforçam esse quadro, em 2025, a empresa apresentava alto nível de alavancagem e baixa capacidade de cobrir despesas financeiras.

O caixa disponível era limitado frente às obrigações de curto prazo, o que exigiu renegociações frequentes.

Para aliviar a pressão, o grupo iniciou a venda de ativos. Parte dessas operações já foi concluída, enquanto outras seguem em andamento para reforçar a liquidez.

Apesar das dificuldades, o setor de saúde mantém fundamentos positivos no longo prazo, impulsionado pela demanda por serviços médicos e diagnósticos. Ainda assim, o momento atual indica uma fase de ajuste importante.

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A busca por recuperação extrajudicial por parte de Kora, Oncoclínicas e Alliança mostra que empresas precisam reequilibrar suas estruturas financeiras para manter operações e competitividade.

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