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Brasil ainda usa pouco academias e mercado wellness tem amplo espaço para crescer, diz fundador da Face Doctor e Selfit
Publicado 29/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O mercado brasileiro de wellness ainda tem enorme potencial de crescimento, especialmente no segmento fitness, já que a adesão a academias no país segue muito abaixo de mercados maduros. A avaliação é de Nelson Lins, fundador da Face Doctor e da Selfit Academias, ao analisar a expansão do setor de bem-estar no Brasil e no exterior.
“O setor movimenta cerca de US$ 2 trilhões (R$ 10 trilhões) anualmente no mundo”, afirmou nesta quarta-feira (29), em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil Licenciado – Exclusivo CNBC. Segundo ele, o Brasil já é o segundo maior país em número de unidades de academia no planeta, atrás apenas dos Estados Unidos.
De acordo com o empresário, o país conta com mais de 30 mil academias, mas ainda apresenta baixa participação da população nesse mercado. “Enquanto em países nórdicos e nos EUA a taxa de penetração passa dos 20%, no Brasil ainda não ultrapassamos os 5%”, destacou.
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Nelson Lins explicou que o comportamento do consumidor mudou fortemente nos últimos anos, com avanço da busca por saúde preventiva e qualidade de vida. Segundo ele, o cenário atual é muito diferente do observado quando ingressou no setor, em 2009.
“Hoje, é comum médicos prescreverem treinos para saúde e longevidade”, pontuou.
Na avaliação do executivo, o interesse pelo autocuidado cresceu em todas as classes sociais. “O nível de consciência do público melhorou nas classes A, B, C e D”, frisou.
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Ele ressaltou que o foco deixou de ser apenas estético e passou a incluir saúde física, mental e envelhecimento saudável. “O Brasil está se consolidando nessa cultura de bem-estar físico, mental e estético”, acrescentou.
O empresário destacou que modelos de assinatura e recompra são decisivos para escala e previsibilidade financeira nos dois negócios. “A recorrência é fundamental para escala e previsibilidade”, disse.
Na Selfit, o objetivo é garantir frequência e resultados para estimular renovação de matrículas. Já na Face Doctor, procedimentos minimamente invasivos criam retorno periódico dos clientes. “Botox e ácido hialurônico fazem o cliente retornar três ou quatro vezes ao ano”, explicou.
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Segundo ele, esse formato fortalece fluxo de caixa e crescimento sustentável.
A Face Doctor já opera em todo o território nacional e tem aproximadamente 150 clínicas no Brasil, sendo metade localizada no estado de São Paulo.
A empresa agora iniciou internacionalização para Portugal, com estratégia adaptada ao perfil local. “O desafio é entender por que grandes marcas brasileiras falharam lá fora”, ressaltou.
Segundo Lins, muitos projetos erraram por excesso de exposição e custos elevados. “Muitas vezes foi por vaidade, colocando flagships que não fecham a conta”, observou.
Ele afirmou que a companhia optou por um avanço conservador. “Nós fomos conservadores, adaptando e tropicalizando o modelo para Portugal”, comentou.
Para o fundador da Face Doctor, o país reúne credenciais sólidas para competir internacionalmente no segmento de beleza e procedimentos estéticos. “O Brasil é líder mundial em cirurgia plástica e o terceiro em tratamentos minimamente invasivos; estamos exportando esse DNA”, destacou.
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Em Portugal, no entanto, o perfil de consumo é diferente. Segundo ele, há maior demanda por aparelhos e tecnologias, enquanto no Brasil predominam tratamentos injetáveis. “Lá a procura por tratamentos com equipamentos e tecnologia é muito maior”, concluiu.
A Selfit já mobilizou cerca de R$ 200 milhões em investimentos e soma mais de 260 academias, com inaugurações a cada 48 horas no último trimestre.
Já a Face Doctor encerrou 2025 com faturamento de R$ 230 milhões e projeta alcançar R$ 350 milhões em 2026, impulsionada pela expansão da rede e entrada no mercado europeu.
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