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Brasil pode avançar na corrida da IA com energia, data centers e ecossistema, diz diretor da Nvidia para América Latina
Publicado 16/09/2026 • 22:29 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/09/2026 • 22:29 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Brasil reúne recursos energéticos, capacidade de infraestrutura e alto potencial para consolidar um ecossistema local de tecnologia, fatores que o posicionam de forma estratégica na expansão da inteligência artificial. A avaliação foi feita por Marcel Saraiva, diretor GSI da divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina, durante a 1ª edição do evento Vale do Silício @ Brasil.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo destacou que o país tem condições de atuar em múltiplos elos dessa cadeia global, desde a geração de energia até o desenvolvimento de modelos e aplicações práticas. Para ele, essa conjuntura abre um vasto leque de oportunidades para empresas nacionais, startups e todo o setor corporativo.
“O Brasil tem uma oportunidade muito interessante nesse ecossistema de inteligência artificial por vários aspectos. Energia é um deles, que é a base de tudo, por onde tudo começa”, afirmou.
Na avaliação do executivo, a cadeia pode ser dividida em diferentes camadas. A primeira envolve energia; a segunda, a tecnologia necessária para processamento, como GPUs e software; e a terceira está relacionada à infraestrutura, principalmente aos investimentos na construção de data centers.
A partir dessa estrutura, o país pode avançar para as camadas de modelos de IA e aplicações. “O Brasil acaba atuando praticamente em todas as camadas”, disse Saraiva.
O executivo destaca ainda o potencial brasileiro para utilizar fontes de energia limpa e renovável na expansão da infraestrutura de IA.
A combinação entre energia e investimentos em data centers, segundo ele, pode posicionar o país de forma mais avançada na disputa por capacidade computacional.
Além da infraestrutura, Saraiva aponta a formação de um ecossistema doméstico como um dos principais fatores para o desenvolvimento da inteligência artificial no Brasil. A estrutura envolveria startups, desenvolvedores, empresas, cibersegurança e o setor corporativo.
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Siga o Times | CNBCNesse contexto, a soberania tecnológica e de dados ganha importância. Segundo o executivo, a capacidade de processar informações sensíveis dentro do próprio país passa a ser um elemento relevante à medida que a inteligência artificial assume importância estratégica para governos e empresas.
Saraiva também avaliou de forma positiva a transformação do Redata em uma política permanente. Segundo ele, o programa estabelece benefícios fiscais relacionados a investimentos locais, pesquisa e desenvolvimento e determina que a infraestrutura instalada no Brasil também atenda ao mercado doméstico, e não apenas à exportação de capacidade de processamento.
Para o executivo, essas medidas podem contribuir para a criação de uma infraestrutura nacional e para o desenvolvimento de empresas brasileiras capazes de atuar em diferentes áreas da cadeia tecnológica.
“O que a gente quer dizer com isso de poder trazer essas informações para serem processadas, desenvolvidas aqui no Brasil? Eu acho que aí tem uma parte mais interessante: você poder criar um ecossistema local que cada vez menos dependa de um ecossistema internacional”.
A ideia, segundo Saraiva, é ampliar a capacidade de empresas brasileiras de desenvolver e oferecer soluções diretamente para o mercado nacional, em vez de depender exclusivamente de fornecedores estrangeiros.
Uma das possibilidades citadas pelo executivo está na área de saúde. Ele aponta o potencial de utilização de grandes volumes de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) por empresas brasileiras para desenvolver soluções de inteligência artificial voltadas ao atendimento da população.
“Imagina uma solução da área de saúde que a gente possa trabalhar a infinidade de dados do SUS que a gente tem aqui no Brasil com empresas brasileiras desenvolvendo, controlando e oferecendo um serviço para a nossa comunidade”, afirmou.
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