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BTG Pactual vê Braskem sob forte pressão financeira e alerta para risco de diluição
Publicado 29/09/2025 • 11:07 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 29/09/2025 • 11:07 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A Braskem segue em uma posição delicada, segundo relatório divulgado pelo BTG Pactual. A companhia sofre com spreads petroquímicos deprimidos — isto é, margens apertadas entre o custo das matérias-primas (como nafta e gás natural) e o preço de venda dos produtos finais — ao mesmo tempo em que enfrenta aumento constante das despesas financeiras, fatores que vêm corroendo seu valor de mercado.
O banco destacou a recente decisão da Braskem de contratar assessores financeiros e jurídicos, o que amplia as preocupações sobre a necessidade de alternativas como conversão de dívida em ações, emissão de instrumentos híbridos ou operações com garantias.
O BTG simulou um cenário em que 25% da dívida, cerca de US$ 1,7 bilhão, fosse convertida em ações. Para manter participação de até 49%, a Petrobras teria de aportar montante equivalente, evitando consolidação total. A alavancagem poderia cair para 2,6 vezes dívida líquida sobre Ebitda em 2026, abrindo espaço para eventual recuperação caso o ciclo petroquímico se inverta.
O banco faz um alerta: “o risco de diluição está agora firmemente colocado na mesa, e com alternativas limitadas, a perspectiva para os acionistas atuais parece cada vez mais pressionada.” O risco mencionado é de diluição acionária, já que a conversão de parte da dívida em novas ações aumentaria a base societária e reduziria a fatia relativa dos atuais acionistas.
Nesse modelo, o impacto seria sentido também nos dividendos da Petrobras, que teriam rendimento reduzido de aproximadamente 9% para 8,2%. O relatório é assinado pelos analistas Luiz Carvalho, Gustavo Cunha, Thomas Tenyi e Renan Tiburcio.
O banco avalia que a renegociação da linha de crédito rotativa (RCF) será determinante para garantir liquidez no curto prazo, mas reconhece que o processo pode ser difícil diante das sucessivas perdas de grau de crédito.
O principal desafio está no vencimento de títulos em 2028. Sem medidas estruturais até lá, a empresa corre o risco de enfrentar essa barreira em posição financeira mais frágil.
Na conclusão do relatório, o BTG Pactual manteve recomendação neutra para Braskem e estabeleceu preço-alvo de R$ 11 por ação.
Em comunicado ao mercado divulgado na manhã desta segunda-feira (29), a Braskem informou que as agências de classificação de risco Fitch Ratings e S&P Global Ratings rebaixaram sua nota de crédito global para CCC+ e CCC-, ambas com perspectiva negativa.
A companhia afirmou que mantém o compromisso com seus stakeholders e seguirá focada na implementação de iniciativas de resiliência e transformação, para mitigar os impactos do ciclo prolongado de baixa da indústria química global e fortalecer a competitividade no Brasil.
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