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Burger King deixará a Argentina em meio à crise econômica; Alsea vende operação e mantém apenas a Starbucks
Publicado 05/10/2025 • 12:04 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 05/10/2025 • 12:04 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Logo do Burger King
Unsplash
O grupo mexicano Alsea, operador regional das marcas Burger King e Starbucks, decidiu vender sua operação do Burger King na Argentina, segundo o jornal La Nación. A decisão marca mais um recuo de grandes redes do país, que enfrenta queda no consumo, inflação persistente e lucros comprimidos sob o governo de Javier Milei.
O processo de venda é conduzido pelo banco BBVA, que já iniciou sondagens junto a fundos de investimento, grupos locais de alimentação e operadores internacionais de fast food. A Alsea deve repetir o movimento feito em 2023, quando vendeu a operação espanhola da marca ao fundo inglês Cinven.
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Apesar da saída, o grupo não abandonará totalmente o mercado argentino — continuará administrando as lojas da Starbucks, que seguem operando no país. Em nota, a empresa declarou que “não comenta rumores ou especulações de mercado”.
A rede Burger King, fundada em 1954, é a segunda maior do mundo, com 17 mil unidades em mais de 100 países. Na Argentina, chegou em 1989 e atualmente conta com 118 lojas, distribuídas por Buenos Aires, Córdoba, Mendoza, Santa Fe, Tucumán e outras províncias.
Nos últimos anos, o setor de fast food argentino vem sofrendo com a concorrência de marcas locais, como a Mostaza, e o avanço das hamburguerias artesanais e novas redes de frango frito. “A categoria de hambúrgueres se comoditizou, e atributos antes considerados diferenciais já não bastam diante de concorrentes com cardápios mais amplos e promoções agressivas”, afirmou um consultor ouvido pelo La Nación.
Entre os potenciais compradores estão a DGSA, dona das pizzarias Kentucky e das marcas Sbarro e Chicken Chill, o fundo Inverlat (licenciado da Wendy’s e KFC) e o grupo equatoriano Int Food, que também atua com as duas marcas.
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