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Cade multa CSN em R$ 128 milhões por descumprimento de termo ligado à Usiminas

Publicado 23/10/2025 • 10:43 | Atualizado há 1 ano

KEY POINTS

  • Cade aplica multa de R$ 128,1 milhões à CSN por suposto descumprimento de termo firmado em 2014.
  • Penalidade foi decidida por maioria e contraria parecer técnico e votos de dois conselheiros.
  • CSN alega cumprimento integral do acordo de desinvestimento na Usiminas e prepara recursos.
Vista panorâmica da CSN, no Centro da cidade de Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brasil.

Vista panorâmica da CSN, no Centro da cidade de Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brasil.

Wikipedia.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aplicou uma multa administrativa de R$ 128,1 milhões à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) por descumprimento do Termo de Compromisso de Desempenho (TCD) firmado em 2014, que previa o desinvestimento das ações da Usiminas detidas pela empresa.

A decisão foi tomada por maioria de votos, mas contrariou o entendimento da área técnica da Superintendência-Geral e do próprio presidente do Cade, que votaram contra a penalidade por entender que não houve inadimplência por parte da CSN.

De acordo com comunicado divulgado pela companhia, o Cade declarou por unanimidade o cumprimento integral da obrigação de desinvestimento prevista no termo.

A multa, no entanto, foi aplicada após determinação monocrática de uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), decisão que ainda está sujeita a recursos.

A CSN informou que adotará todas as medidas cabíveis para assegurar seus direitos e que pretende recorrer tanto da decisão administrativa quanto da decisão judicial que embasou a penalidade.

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Segundo a CSN, o TCD foi assinado em 2014 para resolver preocupações concorrenciais levantadas pelo Cade à época em que a CSN detinha participação relevante na Usiminas, concorrente direta no setor siderúrgico. O acordo previa que a empresa reduzisse gradualmente sua participação acionária na mineradora mineira, o que, segundo a autarquia, foi cumprido.

Mesmo assim, o processo acabou reaberto após questionamentos sobre a velocidade e as condições do desinvestimento, o que resultou na controvérsia atual.

A CSN, que opera nas áreas de siderurgia, mineração, cimento e energia, é controlada por Benjamin Steinbruch e tem ações negociadas na B3 (CSNA3) e na Bolsa de Nova York (SID).

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