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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Eli Lilly prevê economia de US$ 25 bilhões aos EUA com expansão de medicamentos contra obesidade
Publicado 29/10/2026 • 17:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/10/2026 • 17:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O mercado global de medicamentos para obesidade tem espaço significativo para crescer, impulsionado pela baixa cobertura dos tratamentos e pelo desenvolvimento de novas opções terapêuticas.
A avaliação é de Dave Ricks, CEO da farmacêutica Eli Lilly, que destacou a demanda crescente por medicamentos para perda de peso e os investimentos da companhia em sua próxima geração de tratamentos.
Em entrevista à CNBC, Ricks afirmou que apenas uma pequena parcela dos pacientes elegíveis tem acesso aos medicamentos atualmente.
“Hoje, mundialmente, estimamos que talvez 3% dos pacientes elegíveis tenham acesso ao tratamento da obesidade. Nos Estados Unidos, talvez 10%. Então, o espaço para expansão desse mercado é enorme”.
A Lilly pretende ampliar sua atuação por meio de novos produtos e investimentos em pesquisa. Ricks afirmou que a companhia já tem quatro moléculas em fase 3 de desenvolvimento e trabalha no lançamento de uma versão oral de seu tratamento.
A tirzepatida, princípio ativo dos medicamentos da empresa, também foi apontada como um dos destaques do portfólio atual.
“Estamos muito animados com o futuro do tratamento da obesidade em escala global e para vencer as mais de 200 doenças que ela causa”.
Ricks também destacou a parceria da Lilly com o governo dos Estados Unidos para ampliar o acesso de idosos aos medicamentos contra obesidade.
A partir de 1º de julho, o programa prevê que beneficiários do Medicare possam acessar os tratamentos Zepbound e Foundayo por US$ 50 mensais.
O executivo atribuiu parte do avanço da iniciativa ao trabalho do governo Trump e do Dr. Oz na construção do programa. Para ele, o preço representa uma alternativa mais acessível para idosos, muitos dos quais vivem com renda fixa.
“É importante notar também que a obesidade causa danos ao longo do tempo. Idosos apresentam mais comorbidades, mais riscos cardiovasculares, mais risco de diabetes e outras manifestações da obesidade”.
O CEO disse que a adesão inicial ao programa tem sido positiva e citou uma estimativa divulgada pelo Centro USC Schaeffer. O estudo preliminar projeta que o governo americano poderá economizar US$ 25 bilhões em dez anos com a ampliação do uso de medicamentos para obesidade.
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Siga o Times | CNBC“Esse é o caminho para o futuro: prevenir a doença antes que ela comece, atacar a raiz do problema”.
Questionado sobre a desistência de pacientes durante o tratamento, Ricks afirmou que o custo dos medicamentos é um dos principais fatores por trás da interrupção.
O executivo reconheceu que existem relatos de abandono, mas ponderou que a tolerância aos efeitos colaterais não explica sozinha o comportamento dos pacientes.
“Um fator principal disso é a questão econômica. Por isso, a cobertura e programas como o programa de ponte do Medicare são fundamentais”.
Segundo Ricks, os primeiros dados do programa mostram baixo abandono entre os idosos que iniciaram o tratamento. O executivo também apontou resultados semelhantes em situações nas quais os pacientes contam com acesso consistente por meio de planos de saúde oferecidos por empregadores e pelo Medicaid.
A companhia, afirmou, busca ampliar a cobertura dos medicamentos e, ao mesmo tempo, desenvolver tratamentos com menos efeitos adversos.
Entre os projetos em desenvolvimento, Ricks destacou a alorglutida, apresentada por ele como um agonista seletivo do receptor de amilina.
O medicamento está em fase 3 e integra o maior programa desse estágio já conduzido pela companhia, segundo o executivo.
A molécula atua por um mecanismo diferente do GLP-1, embora esteja relacionada à mesma família de abordagens terapêuticas. Ricks afirmou que os resultados observados até agora indicam potencial para reduzir efeitos gastrointestinais que afetam parte dos pacientes.
“Na fase 2, alcançamos 19% de perda de peso, com um mecanismo único e quase nenhum sintoma gastrointestinal”, disse.
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