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Dr. Inovação: Brasil usa menos de 3% do potencial de doação via Imposto de Renda

Publicado 27/04/2026 • 17:27 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Segundo Pedro Batista, mais de R$ 14,5 bilhões poderiam ter sido destinados a instituições de caridade em 2025.
  • Hospitais filantrópicos dependem das doações para compensar a defasagem no financiamento público.
  • Ety Forte Carneiro, do Hospital Infantil Pequeno Príncipe, afirma que a renúncia fiscal sustenta atendimento, pesquisa e projetos sociais.

O Brasil deixa de direcionar bilhões de reais por ano a projetos sociais e de saúde por subutilizar as doações feitas por meio do Imposto de Renda, afirmou Pedro Batista, médico, empresário e Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

No quadro Dr. Inovação, Batista disse que menos de 3% do potencial de doação do Imposto de Renda é efetivamente destinado a instituições, o que limita o financiamento de pesquisas, atendimentos e estruturas hospitalares.

“Só no ano de 2025, tivemos a possibilidade de mais de 14,5 bilhões serem destinados para instituições de caridade, mas a falta de mobilização impede que essa verba financie pesquisas e atendimentos. A inovação na saúde também passa por melhorar esse modelo de financiamento, que hoje está nas mãos de cada cidadão que declara imposto”, afirmou.

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Segundo Batista, a baixa adesão às doações é um entrave para a medicina pública e filantrópica no país. Ele afirmou que hospitais filantrópicos dependem desses recursos para cobrir parte do déficit provocado pela defasagem das verbas públicas.

“Sessenta por cento dos custos reais são cobertos pela tabela SUS, o que significa que o financiamento público é insuficiente. As doações podem cobrir os outros 40%, mudando a saúde de municípios inteiros, especialmente considerando que 70% dos atendimentos de alta complexidade no Brasil ocorrem nessas instituições”, disse.

A diretora executiva do Hospital Infantil Pequeno Príncipe, Ety Forte Carneiro, afirmou que a renúncia fiscal é essencial para manter o atendimento pediátrico de alta complexidade.

“O SUS subfinancia o atendimento pediátrico; a cada R$ 1 gasto, recebemos apenas 50 centavos. No Hospital Infantil Pequeno Príncipe, o recurso do Imposto de Renda é imprescindível para mantermos estruturas complexas como o lactário, a farmácia de fracionamento de doses e o acompanhamento afetivo das famílias”, afirmou.

Segundo Ety, os recursos também sustentam pesquisa científica, compra de insumos, manutenção de equipamentos e projetos de apoio a crianças em tratamentos longos.

“O recurso de renúncia fiscal é essencialíssimo para manter pesquisadores, insumos e equipamentos em nosso instituto de pesquisa. Ele também sustenta projetos de educação e cultura para crianças que passam anos em tratamento, garantindo que o imposto se transforme efetivamente em saúde e esperança”, disse.

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Batista afirmou que o contribuinte ainda pode decidir onde parte do imposto será aplicada durante o período de declaração. Para ele, ampliar a conscientização sobre esse mecanismo pode fortalecer instituições que atendem casos de alta complexidade em todo o país.

“Ainda dá tempo de colaborar, e o processo permite que o cidadão escolha exatamente onde seu dinheiro será aplicado. É uma oportunidade real de fazer a diferença em instituições de referência que atendem casos de altíssima complexidade vindos de todo o Brasil”, afirmou.

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