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Biohub, da Chan Zuckerberg Initiative, abre nova rodada de financiamento para doenças raras

Publicado 25/06/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Programa Rare As One abrirá a quarta rodada de financiamento voltada a doenças pulmonares, imunológicas e cânceres raros.
  • Parceria com a Every Cure será ampliada para identificar novos usos de medicamentos com apoio de inteligência artificial.
  • Iniciativa já destinou mais de US$ 150 milhões (R$ 781,5 milhões) a projetos voltados para doenças raras.

A Biohub, organização sem fins lucrativos de pesquisa financiada pela Chan Zuckerberg Initiative, anunciou nesta quinta-feira (25) que abrirá uma nova rodada de financiamento por meio de sua rede Rare As One neste outono no hemisfério norte. Esta será a quarta rodada de subsídios para a comunidade de doenças raras, e o programa já destinou mais de US$ 150 milhões (R$ 781,5 milhões) a iniciativas na área ao longo de seus quatro ciclos.

“Quando eu era residente em pediatria, sentava diante de famílias que haviam feito tudo certo – pesquisaram, defenderam suas causas, lutaram por respostas – e eu precisava dizer que a medicina simplesmente ainda não sabia. Essas famílias nunca saíram da minha memória. Construímos o Rare As One porque acreditamos que os pacientes não são espectadores do progresso científico – eles estão entre seus mais poderosos impulsionadores”, afirmou Priscilla Chan em comunicado à CNBC.

A janela de inscrições para o quarto ciclo deverá ser aberta em outubro, embora uma data oficial ainda não tenha sido anunciada. Os recursos serão destinados a grupos focados principalmente em doenças pulmonares raras, doenças imunológicas raras e cânceres raros.

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Parceria ampliada

O anúncio também amplia a parceria da Biohub com a Every Cure, organização sem fins lucrativos fundada pelo Dr. David Fajgenbaum, que utiliza inteligência artificial para identificar oportunidades de reaproveitamento de medicamentos já existentes para doenças com poucas ou nenhuma opção de tratamento.

A Biohub já atua como um dos principais apoiadores filantrópicos da Every Cure. Com a nova colaboração, organizações selecionadas de pacientes trabalharão em conjunto com a entidade para desenvolver oportunidades promissoras de reposicionamento de medicamentos identificadas por sua plataforma baseada em inteligência artificial, com o objetivo de transformar essas descobertas em programas de pesquisa voltados aos pacientes.

“Estou entusiasmado com a ampliação da nossa parceria – desde a concessão inicial que nos ajudou a começar a construir nossa plataforma de inteligência artificial em 2023, até onde estamos agora”, afirmou Fajgenbaum. “Não existe organização ou equipe melhor para trabalhar nessa missão compartilhada.”

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Aposta em IA

A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo de Priscilla Chan e Mark Zuckerberg para ampliar o uso da inteligência artificial na meta de eliminar doenças.

Recentemente, a Biohub lançou a Virtual Biology Initiative, um projeto de US$ 500 milhões (R$ 2,61 bilhões) para desenvolver um modelo preditivo da célula. Como parte desse anúncio, a organização também apresentou seu próprio modelo de inteligência artificial voltado para acelerar a descoberta de medicamentos.

“Nos sete anos desde o nosso lançamento, 94 organizações lideradas por pacientes construíram redes de pesquisa, iniciaram ensaios clínicos e, em alguns casos, agora patrocinam esses estudos elas mesmas”, afirmou Chan. “O que antes parecia impossível está acontecendo. E agora, com a inteligência artificial acelerando o que é cientificamente possível, todos os dias ampliamos os limites do que é possível para essas famílias.”

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Resultados do programa

Para o programa Rare As One, o anúncio representa mais um marco em sua relação com a comunidade de defesa das doenças raras.

Até o momento, segundo a Biohub, as organizações apoiadas envolveram mais de 320 mil pacientes e membros da comunidade, além de 26 mil pesquisadores. Dois terços das entidades financiadas desenvolveram ativos e ferramentas de pesquisa para acelerar o entendimento das doenças raras, enquanto mais da metade contribuiu para o desenvolvimento e lançamento de ensaios clínicos.

“Fundamos o projeto Rare As One porque percebemos que os pacientes desempenhavam um papel fundamental na descoberta científica”, afirmou Tania Simoncelli, vice-presidente de ciência translacional da Biohub, em uma publicação no blog da organização. “O que testemunhamos ao longo de três ciclos foi ainda mais poderoso do que imaginávamos. Pacientes, pesquisadores e médicos trabalhando juntos não estão apenas acelerando prazos: estão remodelando o paradigma da pesquisa biomédica.”

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Sunitha Malepati, integrante do conselho consultivo CNBC Cures e vice-presidente da CACNA1A Foundation, organização contemplada com um subsídio da Biohub, afirmou que a seleção transformou completamente a capacidade de atuação do grupo.

“Quando entramos na rede, éramos uma organização jovem, com uma visão ousada, mas infraestrutura limitada. Com o financiamento, o treinamento e a comunidade criada pelo programa, conseguimos desenvolver a capacidade organizacional necessária para impulsionar ativamente a pesquisa”, afirmou.

Segundo Malepati, os recursos ajudaram a estabelecer parcerias de pesquisa e organizar as comunidades científica e de pacientes em torno dos distúrbios relacionados ao CACNA1A, grupo de doenças neurológicas e genéticas raras e permanentes.

“O Rare As One reconheceu desde cedo que organizações lideradas por pacientes podem ser catalisadoras poderosas do avanço científico, e a confiança deles em nossa comunidade ajudou a acelerar a esperança rumo a tratamentos concretos”, acrescentou.

Ao combinar sua crescente atuação na comunidade de doenças raras com o aumento dos investimentos em tecnologias médicas baseadas em inteligência artificial, a Biohub espera que esses tratamentos concretos cheguem cada vez mais rápido e que pacientes em busca de respostas recebam a ajuda de que precisam.

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