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Medicamento experimental contra câncer de pâncreas mostra resultados inéditos em estudo de fase 3

Publicado 13/04/2026 • 09:27 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Revolution Medicines afirma que seu remédio dobrou a sobrevida e reduziu em 60% o risco de morte.
  • Pílula daraxonrasib atingiu todos os objetivos do estudo em pacientes com doença avançada.
  • Empresa pretende solicitar aprovação da FDA com revisão acelerada nos próximos meses.

A Revolution Medicines informou nesta segunda-feira (13) que seu medicamento para câncer de pâncreas teve sucesso em um aguardado estudo de fase 3, quase dobrando o tempo médio de sobrevida e reduzindo o risco de morte em 60% em comparação com a quimioterapia.

Segundo a empresa, a pílula diária daraxonrasib atingiu todos os objetivos primários e secundários em pacientes cujo câncer já havia progredido após outro tratamento. Os participantes que receberam o medicamento viveram, em média, 13,2 meses, contra 6,7 meses para aqueles tratados com quimioterapia, um ganho de 6,5 meses, de acordo com comunicado.

Esses são resultados dramáticos, que mudam a prática clínica”, afirmou o CEO da empresa, Mark Goldsmith. “Nosso foco agora é avançar rapidamente para levar essa potencial nova opção de tratamento aos pacientes que precisam urgentemente”, acrescentou.

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Goldsmith classificou os dados como “sem precedentes”, destacando que nenhum medicamento havia demonstrado benefício de sobrevida superior a um ano em estudos de fase 3 para câncer de pâncreas. A empresa planeja solicitar em breve aprovação da Food and Drug Administration utilizando um Commissioner’s National Priority Voucher, que permite uma revisão em poucos meses.

O medicamento pode representar uma nova alternativa para pacientes com câncer de pâncreas, uma doença agressiva com taxa de sobrevivência de apenas 13% em cinco anos, a mais baixa entre os principais tipos de câncer. O daraxonrasib atua sobre mutações RAS, responsáveis pelo crescimento tumoral e presentes em cerca de 90% dos casos.

Esses resultados inauguram uma nova era de medicamentos direcionados ao RAS”, afirmou Goldsmith, lembrando que o tratamento da doença era até então baseado quase exclusivamente em quimioterapia intravenosa citotóxica.

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As ações da Revolution Medicines subiram mais de 30% após a divulgação dos resultados nesta segunda-feira.

A empresa informou ainda que o medicamento apresentou um perfil de segurança controlável, sem novos sinais de preocupação. Entre os efeitos colaterais está a erupção cutânea, mencionada recentemente pelo ex-senador republicano Ben Sasse, que relatou sua experiência com o tratamento. Segundo Goldsmith, trata-se de um efeito conhecido e geralmente manejável.

A companhia pretende buscar aprovação para uso como tratamento de segunda linha, voltado a pacientes cujo câncer já se espalhou após terapias anteriores, e conduz atualmente um novo estudo de fase 3 com pacientes recém-diagnosticados.

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