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Novartis paga US$ 3 bilhões para entrar na corrida por novo tratamento de câncer de mama
Publicado 20/03/2026 • 10:38 | Atualizado há 2 meses
Publicado 20/03/2026 • 10:38 | Atualizado há 2 meses
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Visão geral da sede da empresa farmacêutica e farmacêutica suíça Novartis AG em 11 de abril de 2025 em Basileia, Suíça.
Novartis Sedat Suna | Getty Images News | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)
A Novartis anunciou nesta sexta-feira (20) a aquisição da Pikavation Therapeutics, subsidiária da Synnovation Therapeutics, por até US$ 3 bilhões. O negócio coloca a farmacêutica suíça em disputa direta com Roche e AstraZeneca no desenvolvimento de tratamentos de nova geração para o câncer de mama, um dos mercados mais competitivos da oncologia global.
Na bolsa de valores de Zurique, as ações da Novartis avançam 0,5%, negociadas a 117,5 francos suíços.
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O acordo com a Synnovation chega menos de um mês após a Novartis concluir sua maior aquisição em uma década: a compra da desenvolvedora de medicamentos neuromusculares Avidity Biosciences por US$ 12 bilhões. Antes disso, a empresa já havia fechado uma série de transações menores nas áreas cardiovascular e renal.
A sequência de movimentos reflete uma pressão real sobre o pipeline da companhia. O CEO Vas Narasimhan alertou recentemente que a Novartis enfrenta o maior vencimento de patentes de sua história, com produtos como o tratamento para insuficiência cardíaca Entresto, o estimulador de plaquetas Promacta e o medicamento para leucemia Tasigna perdendo exclusividade nos próximos anos.
O ativo principal da Pikavation é o SNV4818, medicamento oral em fase de estudo clínico de fase 1/2 para câncer de mama e outros tumores sólidos avançados. O produto é projetado para atacar a enzima PI3Kalfa mutada, presente em células cancerígenas, sem afetar a mesma enzima em células saudáveis.
Essa seletividade é o diferencial em relação aos inibidores disponíveis atualmente, que bloqueiam tanto a forma mutada quanto a normal da enzima, gerando efeitos colaterais que dificultam a adesão ao tratamento. Ao focar apenas na mutação, o SNV4818 busca reduzir esses efeitos, permitir doses mais consistentes e facilitar combinações com terapias hormonais.
A relevância clínica do alvo é bem estabelecida: cerca de 40% dos pacientes com câncer de mama do tipo HR+/HER2- apresentam mutações PIK3CA, associadas a prognósticos mais graves.
A aquisição se soma a um portfólio oncológico que a Novartis já consolidou. O Kisqali, outro medicamento da empresa para câncer de mama, registrou vendas de US$ 4,78 bilhões no ano passado, figurando entre os produtos mais rentáveis da companhia.
“O SNV4818 aplica uma nova química seletiva para mutantes para atingir com mais precisão a biologia do tumor, preservando as células normais”, disse Shreeram Aradhye, presidente de Desenvolvimento da Novartis. Segundo ele, a abordagem tem potencial de se traduzir em maior tolerabilidade e benefício mais duradouro para os pacientes.
A disputa pelo mercado de câncer de mama está longe de ser exclusiva da Novartis. A Roche submeteu recentemente uma solicitação aos reguladores americanos para seu candidato giredestrant, enquanto a AstraZeneca desenvolve o camizestrant, outro tratamento voltado ao mesmo perfil de pacientes.
Os termos do negócio preveem US$ 2 bilhões pagos à vista e até US$ 1 bilhão condicionado ao cumprimento de metas. A conclusão da aquisição está prevista para o primeiro semestre de 2026, sujeita a aprovações regulatórias. A Synnovation informou que seguirá avançando em seus outros programas de pesquisa em oncologia e imunologia após a transação.
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