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Classe & Estilo: consumidor de alta renda impulsiona disputa entre marcas por experiências
Publicado 26/06/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/06/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A estratégia das empresas voltadas ao mercado de luxo está deixando de focar apenas na venda de produtos para construir ecossistemas completos de experiências voltados ao consumidor de alta renda, afirmou Danni Rudz, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ela, o crescimento do número de milionários no Brasil tem levado diferentes setores a disputar esse público por meio de serviços integrados e benefícios exclusivos.
Em sua participação no quadro Classe & Estilo desta sexta-feira (26), ela apontou que a concorrência deixou de ocorrer apenas entre marcas do mesmo segmento e passou a envolver empresas de diferentes áreas que buscam compartilhar o estilo de vida desse consumidor.
Danni explicou que bancos, companhias aéreas, hotéis, montadoras e marcas de luxo passaram a ampliar seus portfólios para oferecer muito mais do que seus produtos tradicionais. “As marcas entenderam que podem vender uma experiência completa para esse consumidor. Hoje vemos salas VIP, experiências culturais e um portfólio muito maior de serviços além do produto”, destacou.
Leia também: Classe & Estilo: Mercado de luxo ignora consumidor que concentra renda e patrimônio, diz Danni Rudz
Segundo ela, o objetivo é manter o cliente conectado ao ecossistema da marca por mais tempo.“A ideia é manter o consumidor dentro de um estilo de vida e não apenas oferecer um produto”, observou.
A especialista afirmou que a disputa pelo consumidor premium mudou de perfil. Em vez de competir isoladamente, empresas de diferentes segmentos passaram a atuar de forma complementar.
Ela citou como exemplos a evolução das salas VIP em aeroportos, os terminais exclusivos, os programas de fidelidade, experiências diferenciadas em companhias aéreas e a personalização oferecida por montadoras.
Leia também: Classe & Estilo: Mercado de luxo volta atenção ao pós-parto e cria nova frente de negócios, aponta Danni Rudz
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Siga o Times | CNBC“Quanto mais esse consumidor participa desse estilo de vida, mais ele escolhe serviços dentro desse mesmo ecossistema. A guerra pela concorrência muda porque eu passo a ser aliado do meu concorrente”, ressaltou.
Para Danni, essa integração aumenta o tempo de permanência do cliente nas marcas e fortalece o relacionamento com o público de alta renda.
Na avaliação da notável, o mercado de luxo brasileiro ainda possui amplo espaço para expansão, impulsionado pela valorização internacional do estilo de vida e das matérias-primas nacionais.
Leia também: Classe & Estilo: Perfume deixa de ser assinatura única e passa a refletir personalidade, explica Danni Rudz
Ela citou o crescente interesse de marcas globais por elementos da cultura brasileira, além da expansão da produção nacional de perfumes e outros produtos premium.
“O Brasil ainda tem muito potencial para alcançar. Não apenas na venda de produtos, mas também em serviços, educação, geração de renda e lifestyle”, afirmou.
Segundo Danni, o amadurecimento do setor permitirá que empresas brasileiras disputem espaço de forma mais competitiva no mercado internacional. “A gente começa a ganhar maturidade para disputar lá em cima. O Brasil tem tudo para olhar para dentro, fortalecer o coletivo e se posicionar melhor no mercado global de luxo”, concluiu.
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