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Classe & Estilo: Mercado de luxo ignora consumidor que concentra renda e patrimônio, diz Danni Rudz
Publicado 19/06/2026 • 13:55 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/06/2026 • 13:55 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O mercado de luxo continua direcionando sua comunicação principalmente aos jovens, apesar de o consumidor acima dos 50 anos concentrar uma parcela significativa da renda e do patrimônio do país, afirmou a especialista em mercado de luxo Danni Rudz. Em participação nesta sexta-feira (19) no quadro Classe & Estilo, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ela defendeu que as marcas ampliem o diálogo com a chamada economia prateada, impulsionada pelo envelhecimento da população brasileira.
Segundo Danni, o comportamento de consumo desse público está cada vez mais alinhado aos valores tradicionalmente associados ao mercado de luxo. “O mercado cinquenta mais consome hoje numa velocidade diferente, num momento diferente, consome com mais qualidade, com mais longevidade, consome para um futuro. Não é um consumo frívolo, descartável. E todos esses conceitos têm muito a ver com o que prega o mercado de luxo”, afirmou.
Para a especialista, a falta de representatividade desse grupo nas campanhas publicitárias cria uma desconexão entre as marcas e seus principais consumidores. “Por que o mercado de luxo continua comunicando somente para jovens se o seu principal consumidor envelhece? Por que essa insistência nessa comunicação?”, questionou.
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Danni destacou que o envelhecimento da população brasileira deve ampliar ainda mais a relevância econômica desse público. Segundo dados apresentados durante o programa, o Brasil possui atualmente cerca de 33 milhões de pessoas com mais de 60 anos, número que deve chegar a 40 milhões em 2030 e a 65 milhões em 2050.
A especialista observou que a concentração de patrimônio também está nessa faixa etária. “A maior concentração de patrimônio imobiliário e financeiro do país está entre 50 e 64 anos. Antigamente a gente falava de uma população que nessa fase estava pensando em se aposentar. Hoje ela está começando a criar patrimônio, e patrimônio importante”, ressaltou.
Segundo ela, essa mudança altera a dinâmica de consumo e amplia o potencial de diversos segmentos da economia.
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Entre os setores mais beneficiados pelo avanço da economia prateada estão turismo, saúde e bem-estar. Danni destacou que mais da metade dos consumidores acima dos 50 anos realiza ao menos três viagens por ano. “É uma das faixas etárias que mais viaja, impulsionada pelo autocuidado e pelo turismo”, afirmou.
Ela explicou que o conceito de wellness vai além dos cuidados estéticos e engloba uma série de serviços ligados à qualidade de vida. “Estamos falando de academias, saúde, exames preventivos, psicólogos, psicoterapeutas, yoga. Tudo o que pode agregar benefícios para a saúde mental, espiritual e física”, observou.
Outro ponto destacado por Danni é o papel da mulher acima dos 50 anos nas decisões de consumo das famílias brasileiras. “Muitos dos lares brasileiros têm como uma mulher cinquenta mais a pessoa que define o que vai ser comprado, qual plano de saúde será contratado, qual casa será comprada e qual carro será adquirido”, afirmou.
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Apesar disso, ela avalia que esse público permanece invisível para boa parte das campanhas de marketing. “Ela decide, ela tem o dinheiro, financia inclusive a geração Z, mas não está representada em nenhuma campanha”, destacou.
A especialista também apontou oportunidades de crescimento em segmentos voltados ao envelhecimento da população, como turismo especializado e empreendimentos imobiliários voltados à longevidade.
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Seguir no Google“São condomínios que oferecem não apenas moradia, mas também um conjunto de serviços e cuidados voltados para esse público”, explicou ao comentar o crescimento dos chamados luxury senior living communities.
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Para Danni, o envelhecimento do consumidor exige uma adaptação das estratégias das marcas. “Se o seu consumidor está envelhecendo, é natural que você também traga algo para que ele possa se sentir representado e continuar apostando em marcas que dialoguem com sua realidade”, concluiu.
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