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CNI e Sebrae reúnem líderes empresariais, governo e especialistas para discutir inovação e competitividade no futuro da indústria brasileira
Publicado 25/03/2026 • 21:41 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/03/2026 • 21:41 | Atualizado há 2 meses
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O 11º Congresso de Inovação da Indústria reúne nesta quarta-feira (25), em São Paulo, empresários, autoridades, pesquisadores e especialistas para discutir os caminhos da competitividade brasileira em meio ao avanço da tecnologia, da inteligência artificial e da transição energética.
Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, o encontro serve de palco para debates sobre produtividade, desenvolvimento tecnológico e os entraves que ainda dificultam a inovação no país.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o vice-presidente da CNI, Paulo Skaf, afirmou que a inovação precisa ser tratada como uma agenda nacional e defendeu um ambiente econômico mais favorável ao investimento.
“Na verdade, é um benefício para o país, não só para a indústria, porque o que vai fazer a diferença hoje no mundo que nós estamos vivendo é a inovação”, disse. “As transformações são enormes e numa velocidade tremenda.”
Segundo ele, o Brasil precisa responder com rapidez às mudanças em curso para não perder espaço no cenário global.
“Para que o Brasil não perca o seu lugar nesse avanço, é muito importante que toda a sociedade esteja unida. Não só a indústria, mas todos os outros setores da produção, assim como os governos”, afirmou.
Ao comentar o ambiente de negócios, ele fez críticas ao patamar dos juros no Brasil.
“O que precisa é um ambiente não hostil aos investimentos, ao emprego, ao desenvolvimento. Hoje os juros reais são seis vezes a inflação. Isso não existe em nenhuma parte do mundo.”
O presidente do Sebrae, Décio Lima, também destacou a importância da articulação entre indústria, setor público e agentes econômicos para fortalecer a capacidade de inovação do país.
“Estarmos juntos com a Confederação Nacional da Indústria, com o Estado brasileiro, com os entes que protagonizam a economia no país, é um sinal de construção de uma musculatura extremamente importante para o nosso país e principalmente nesse tema”, disse.
Segundo ele, a inovação deixou de ser uma tendência e passou a representar uma transformação permanente da economia e da vida cotidiana. “É um tema que não tem mais volta, é uma revolução permanente. É uma revolução que está em curso”, afirmou.
Leia também: CNI e Sebrae apontam inovação e empreendedorismo como resistência aos juros altos
A necessidade de aproximar conhecimento científico e setor produtivo também foi tema do evento. Professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tatiana Sampaio afirmou que a cooperação entre universidade e indústria ainda precisa avançar no Brasil, especialmente na área de saúde.
“Na área do desenvolvimento de novos fármacos é essencial essa cooperação entre a universidade e a indústria”, disse ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Tatiana afirmou que esse tipo de integração ainda é pouco comum no país na área de medicamentos e que isso impede que projetos avancem.
“Tem muita gente na universidade com coisas muito interessantes que poderiam estar saindo do papel. Eu acho importante que a indústria tenha esse olhar e vá buscar essa cooperação, que vai ser boa para todo mundo.”
O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, afirmou que o estado oferece um exemplo de integração entre indústria, universidades e ecossistemas de inovação.
“A indústria de Santa Catarina se modernizou lá atrás para ser competitiva, não só no mercado interno, mas no mercado internacional. Então ela trouxe tecnologia, ela trouxe inovação e uma indústria moderna, uma indústria hoje que compete com a Alemanha, com os Estados Unidos”, pontuou.
Seleme também destacou o papel da articulação entre academia e setor produtivo no estado. “A academia e a indústria estão andando junto em Santa Catarina.”
Leia também: SXSW: qual o impacto do evento de inovação no mundo?
Leonardo Garnica, gerente de Inovação da Embraer, destacou que o tema não é uma frente acessória dentro da empresa, mas parte central da origem e da capacidade de competir em um mercado global de alta tecnologia.
“Inovação é a alma da Embraer”, disse. “A gente diz que a Embraer nasceu de um projeto de inovação, um projeto brasileiro, onde a gente tem uma parceria forte com a academia.”
O executivo também ressaltou que, em setores expostos à concorrência internacional, inovar não é apenas uma escolha estratégica, mas uma exigência para manter competitividade, crescer e gerar empregos.
“Como é um mercado global, competitivo, de alta tecnologia, a inovação não é algo legal, ela é algo necessário para a competitividade, para que a empresa continue crescendo, se desenvolvendo e gerando empregos”, concluiu.
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