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Com tombo bilionário, Microsoft registra maior queda diária desde março de 2020
Publicado 29/01/2026 • 18:45 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 29/01/2026 • 18:45 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Krisztian Bocsi / Bloomberg / Imagens Getty
O CEO da Microsoft, Satya Nadella
As ações da Microsoft caíram cerca de 10% nesta quinta-feira (29) após um relatório de resultados que desapontou alguns investidores. Foi a maior queda diária das ações desde março de 2020.
O movimento reduziu o valor de mercado da empresa de tecnologia em US$ 357 bilhões (R$ 1.858 bilhões), deixando-o em US$ 3,22 trilhões (R$ 16.768 bilhões) ao final do pregão de quinta-feira.
O iShares Expanded Tech-Software Sector, ETF negociado em bolsa, recuou 5% na quinta-feira, enquanto o índice Nasdaq Composite, fortemente concentrado em tecnologia, terminou o dia em baixa de 0,7%. Contudo, nem todo os setor de tecnologia caiu.
As ações da Meta dispararam 10% após impressionar analistas com resultados robustos e orientação de receita trimestral na quarta-feira.
Os investidores encontraram algumas imperfeições no relatório da Microsoft.
O dado mais importante de crescimento para o Azure e outros serviços de nuvem foi de 39%, abaixo do consenso de 39,4% do StreetAccount. A empresa projetou cerca de US$ 12,6 bilhões (R$ 65,55 bilhões) em receita do terceiro trimestre fiscal para o segmento More Personal Computing, que inclui o Windows, abaixo do consenso de US$ 13,7 bilhões (R$ 71,3 bilhões), e a margem operacional implícita para o novo trimestre também ficou aquém.
A diretora financeira da Microsoft, Amy Hood, argumentou que o resultado da nuvem poderia ter sido maior se mais infraestrutura de data center tivesse sido alocada para clientes em vez de priorizar as necessidades internas da empresa.
“Se eu tivesse alocado todas as GPUs que entraram em operação no primeiro e segundo trimestres para o Azure, o KPI teria ficado acima de 40%”, disse ela.
O analista Ben Reitzes, da Melius Research, com recomendação de compra para ações da Microsoft, disse à Sara Eisen durante o programa Squawk on the Street da CNBC, na quinta-feira, que a Microsoft deveria investir ainda mais na construção de data centers.
“Acho que há um problema de execução aqui com o Azure, onde eles precisam literalmente construir os prédios um pouco mais rápido”, afirmou.
Analistas do UBS, liderados por Karl Keirstead, questionaram a decisão da Microsoft de garantir capacidade de computação de inteligência artificial para produtos como o Microsoft 365 Copilot, complemento de software de produtividade que ainda não teve tanto sucesso quanto o ChatGPT da OpenAI.
“O crescimento da receita do M365 não está acelerando devido ao Copilot, muitas verificações no Copilot não sugerem um aumento forte no uso (planejamos atualizar nossas próprias verificações caso tenhamos perdido algum aumento) e o mercado de modelos parece saturado e intensivo em capital”, escreveram os analistas do UBS. “Achamos que a Microsoft precisa ‘provar’ que esses são bons investimentos.”
A negatividade não foi universal em Wall Street. Analistas da Bernstein, liderados por Mark Moerdler, com recomendação equivalente a compra das ações da Microsoft, elogiaram a tomada de decisão da empresa.
“Acreditamos que os investidores precisam entender que a gestão tomou uma decisão consciente de focar no que é melhor para a empresa a longo prazo, em vez de impulsionar a ação neste trimestre ou nos últimos trimestres e nos próximos (à medida que as restrições de capacidade provavelmente diminuam)”, escreveram os analistas em nota de quinta-feira.
Hood projetou uma ligeira redução nos gastos de capital no trimestre atual.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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