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Como uma aposta na Nvidia em 2017 colocou a Wistron entre as empresas que mais cresceram
Publicado 10/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: unsplash
Como uma aposta na Nvidia em 2017 colocou a Wistron entre as empresas que mais cresceram
Uma parceria iniciada com a Nvidia em 2017 ajudou a transformar a Wistron, fabricante taiwanesa de eletrônicos, em uma das empresas que mais avançaram no Fortune Global 500 deste ano. A companhia subiu 298 posições e chegou ao 198º lugar, impulsionada principalmente pela produção de servidores para inteligência artificial.
Quando fechou o acordo, a Wistron ainda concentrava parte dos negócios na fabricação de computadores e componentes para outras empresas. A parceria com a Nvidia começou com placas gráficas e processadores, mas ganhou outra dimensão após a explosão da demanda por infraestrutura de I.A.
Segundo a Fortune, em 2025, a companhia registrou receita de US$ 70,2 bilhões (cerca de R$ 300 bilhões), mais que o dobro do ano anterior. Os servidores responderam por 70% das vendas. No primeiro semestre de 2026, a receita já havia alcançado US$ 55 bilhões (R$ 200 bilhões).
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A relação entre as empresas começou antes do atual boom da inteligência artificial. Naquele momento, a Wistron já buscava atividades com margens maiores do que a montagem tradicional de PCs. No entanto, o cenário mudou no fim de 2022, após o lançamento do ChatGPT pela OpenAI. Com isso, a popularização da inteligência artificial generativa aumentou a procura por processadores capazes de treinar e executar grandes modelos de linguagem.
Além disso, a Nvidia passou a precisar de mais servidores para acomodar seus chips, e a Wistron estava entre os parceiros preparados para atender à demanda. A fabricante começou a produzir sistemas que reúnem vários processadores em grandes racks, alguns com tamanho de geladeira e peso superior a seis toneladas.
A expansão exigiu novas fábricas e contratação de funcionários. No ano passado, a Wistron inaugurou uma unidade de servidores de aproximadamente 26,7 mil metros quadrados em Zhubei, Taiwan. A Nvidia reservou toda a capacidade da fábrica até 2026.
A transformação da Wistron começou antes da IA. A empresa surgiu em 2001, quando a Acer separou sua divisão de fabricação e criou uma companhia independente. Simon Lin, que entrou na Acer em 1979, assumiu o comando da nova empresa.
Durante anos, a Wistron fabricou computadores para outras marcas. Depois, tentou diversificar os negócios e entrou no mercado de smartphones. Em 2017, inaugurou uma das primeiras fábricas de iPhones da Índia, mas deixou o segmento em 2023, após enfrentar margens reduzidas e conflitos trabalhistas na unidade de Karnataka. A saída permitiu concentrar mais recursos em negócios com maior potencial.
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A Wistron também expandiu sua operação nos Estados Unidos. Em agosto de 2025, oficializou um investimento de US$ 761 milhões no Texas, em um momento de tensão comercial entre Washington e Taiwan.
A empresa construiu dois complexos próximos a Fort Worth, com área total de 1,09 milhão de pés quadrados, mais de 101 mil metros quadrados. As unidades montam supercomputadores de I.A da Nvidia e devem gerar mais de 800 empregos. A localização também reduz dificuldades logísticas, já que os servidores podem pesar várias toneladas e são mais complexos de transportar.
A trajetória mostra que o boom da inteligência artificial beneficia não apenas fabricantes de chips e desenvolvedoras de grandes modelos, mas também empresas que produzem a infraestrutura necessária para esses sistemas.
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A parceria comercial iniciada com a Nvidia em 2017 ganhou força anos depois, quando a demanda por servidores de I.A disparou. O resultado aparece nos números e no ranking da Fortune: a Wistron avançou 298 posições e alcançou o 198º lugar do Global 500.
Assim, a empresa que durante anos buscou escapar das margens menores da fabricação de PCs encontrou, por meio da parceria com a Nvidia, uma nova fonte de crescimento nos servidores de I.A. e se tornou uma das vencedoras discretas da expansão da inteligência artificial.
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