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Data centers no espaço: SpaceX e Nvidia anunciam parceria para criar a infraestrutura de IA em órbita Starmind
Publicado 04/08/2026 • 20:18 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/08/2026 • 20:18 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A SpaceX anunciou nesta terça-feira (4) uma parceria com a Nvidia para desenvolver uma nova geração de data centers de inteligência artificial no espaço.
O projeto, batizado de Starmind AI1, utilizará satélites equipados com processadores da fabricante americana para realizar computação em órbita e transmitir os resultados para a Terra por meio da rede Starlink.
Segundo a SpaceX, cada satélite da constelação será equipado com GPUs Nvidia Rubin e CPUs Vera, permitindo oferecer capacidade de processamento equivalente à de um data center terrestre.
“A SpaceX está fazendo parceria com a Nvidia para projetar a carga útil computacional do satélite Starmind AI1. Cada um dos satélites Starmind incluirá GPUs Nvidia Rubin e CPUs Vera para computação espacial em nível de data center”, publicou a empresa na rede social X.
A Nvidia também confirmou a parceria e afirmou que a infraestrutura representa uma nova etapa para a inteligência artificial.
“A computação de IA está indo para a órbita. A carga computacional do satélite Starmind AI1 da SpaceX será alimentada pela plataforma NVIDIA Vera Rubin NVL72, levando a capacidade de uma fábrica de IA para mais perto das estrelas.”
Durante a teleconferência de resultados da companhia, o CEO Elon Musk afirmou que todos os futuros data centers de inteligência artificial da SpaceX serão construídos exclusivamente com chips da Nvidia.
“A SpaceX se comprometeu a utilizar exclusivamente GPUs da Nvidia porque elas são as melhores”, escreveu Musk no X.
O projeto prevê que os satélites utilizem energia solar captada continuamente em órbita sincronizada com o Sol, eliminando limitações enfrentadas pelos data centers terrestres, como disponibilidade de energia elétrica, necessidade de grandes áreas físicas e sistemas de refrigeração.
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Segundo a empresa, cada satélite terá 30 metros de altura, 75 metros de envergadura, capacidade de processamento de até 250 quilowatts de pico e painéis solares capazes de gerar 210 quilowatts de energia.
O sistema utilizará radiadores de resfriamento líquido para dissipar calor diretamente no vácuo do espaço, reduzindo significativamente o consumo energético destinado à refrigeração.
Os dados processados em órbita serão transmitidos à Terra por meio de conexões a laser de alta velocidade integradas à constelação Starlink, reduzindo a latência da comunicação.
A SpaceX também anunciou a construção da Gigasat Factory, em Bastrop, no Texas, onde pretende fabricar milhares de satélites de inteligência artificial a partir do fim de 2027.
A empresa afirma que o foguete Starship, devido à sua capacidade de carga e arquitetura totalmente reutilizável, será essencial para colocar a constelação em órbita.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que a SpaceX divulgou seu primeiro balanço financeiro desde a abertura de capital. A companhia registrou receita de US$ 7,81 bilhões no segundo trimestre, alta de 92% em relação ao mesmo período do ano anterior e acima da expectativa do mercado, de US$ 6,93 bilhões.
Leia também: Nem foguetes, nem ações: o primeiro impacto do IPO da SpaceX foi nas mansões
Apesar do crescimento da receita, a empresa segue pressionada pelos elevados investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. A divisão de IA registrou prejuízo operacional de US$ 1,26 bilhão no trimestre, enquanto o segmento espacial teve perda de US$ 542 milhões. A área de conectividade, impulsionada pelo Starlink, permaneceu como a principal fonte de lucro da companhia, com US$ 1,66 bilhão de resultado operacional.
Desde o IPO realizado em junho, quando estreou na bolsa a US$ 150 por ação, os papéis da SpaceX acumulam queda de aproximadamente 16%.
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