Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Complexo Matarazzo inicia nova fase com plataforma global de hospitalidade de luxo
Publicado 24/06/2026 • 11:20 | Atualizado há 57 minutos
OpenAI lança chip próprio e avança no controle da infraestrutura de I.A.
Ações de tecnologia se recuperam após liquidação global
Congresso dos EUA analisa projeto de lei que obriga empresas de tecnologia a arcar com custos de energia de data centers de IA
SpaceX começa a atrair vendidos, mas muitos ainda evitam apostar contra Musk
Ucrânia eleva o custo da guerra para a Rússia e testa a determinação de Putin
Publicado 24/06/2026 • 11:20 | Atualizado há 57 minutos
KEY POINTS
Reprodução Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC
Alexandre Allard, sócio-fundador da Mata Company
O Complexo Matarazzo, um dos mais recentes empreendimentos de luxo da cidade de São Paulo (SP), entra em um novo ciclo com a construção de uma plataforma global de hospitalidade de luxo. A busca por experiências mais autênticas e sustentáveis tem impulsionado mudanças no setor de turismo e hospitalidade nos últimos anos.
Nesse cenário, ganham destaque empreendimentos que incorporam saberes das comunidades locais e a conservação da natureza como diferenciais competitivos. Para discutir essa tendência, seus desafios e oportunidades, o empresário Alexandre Allard, sócio-fundador da Mata Company, participou de uma entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, na qual comentou os rumos do setor e os próximos passos da companhia.
Durante a entrevista, Allard afirmou que um dos principais aprendizados de sua trajetória no desenvolvimento urbano no Brasil é o potencial de regeneração de áreas degradadas ou abandonadas. Segundo o empresário, espaços antes vistos como obsoletos podem se transformar em ativos de grande valor quando combinam preservação histórica, conexão com a natureza e experiências autênticas.
Como exemplo, ele citou o projeto de revitalização do antigo complexo hospitalar Matarazzo, em São Paulo. De acordo com o empresário, a decisão de preservar estruturas históricas, como a capela e a antiga maternidade, representou um investimento significativamente maior do que uma eventual reconstrução. Apenas a preservação da capela, afirmou, custou entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões, valor superior ao necessário para refazê-la do zero. “Tive um custo muito maior para preservar, mas isso é único”, afirmou.
“A primeira lição é que um lugar abandonado, que ninguém quer e que todos querem derrubar, pode virar o ativo mais valioso do país”, disse. Para Allard, esse processo representa “a lição da regeneração”, capaz de resgatar patrimônios esquecidos e transformá-los em empreendimentos atrativos para moradores e turistas.
O empresário destacou que a manutenção dos edifícios históricos foi motivada não apenas por questões arquitetônicas, mas também pelo valor simbólico dos espaços. Segundo ele, cerca de 500 mil pessoas nasceram na antiga maternidade, enquanto a capela acumulou décadas de histórias e experiências da comunidade, fatores que contribuíram para preservar a “alma” do local. “Essa é uma energia que fica no lugar”, disse.
Atualmente, a capela segue em funcionamento e integra o complexo revitalizado. Já o edifício da antiga maternidade passou a fazer parte da estrutura hoteleira do empreendimento. Sob o terreno, foi construído um centro de convenções que, segundo Allard, recebeu cerca de 1.400 eventos neste ano, tornando-se um dos mais movimentados do país.
O executivo também relembrou os desafios de engenharia enfrentados durante a obra, que incluiu a preservação de estruturas históricas enquanto novas fundações eram executadas. Para ele, o sucesso do projeto demonstra que locais com forte identidade cultural e histórica possuem maior capacidade de atrair visitantes, eventos e investimentos, reforçando a importância da preservação como estratégia de desenvolvimento urbano. “Os seres humanos gostam de experiências e precisam desses lugares com alma”, concluiu.
Allard também comentou a parceria com a Accor para criar uma plataforma global de hospitalidade, lazer e experiências, com foco na expansão das operações no Brasil e no exterior. “Para fazer isso, é importante trazer parceiros que tenham poder financeiro, mas também uma governança muito forte”, afirmou.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo o empresário, o modelo de negócios do Complexo Matarazzo tem forte ligação com o setor de hospitalidade. Por isso, a companhia decidiu se associar à Accor, aproveitando sua expertise em gestão de clientes, reservas, serviços, organização e lifestyle.
Allard afirmou que essa estratégia já vem sendo aplicada em seus empreendimentos e pode ser replicada em diferentes regiões do país. Ele mencionou iniciativas ligadas à cultura afro-brasileira em Salvador e à identidade cultural do centro do Rio de Janeiro como exemplos de projetos com potencial para alcançar o mercado internacional de luxo. “Como transformar isso em um produto de experiência? Esse é o nosso trabalho. Foi um grande desafio fazer disso um produto de luxo, mas nós conseguimos”, afirmou.
Para Alex, a valorização da cultura, da criatividade e da identidade brasileira pode se tornar um importante vetor de desenvolvimento econômico. “Acho que isso pode representar de 20% a 25% do PIB do país”, disse.
Sobre o interesse dos investidores internacionais, o empresário afirmou que o sucesso do empreendimento ajuda a demonstrar o potencial comercial do Brasil para investidores estrangeiros. “O que nós demonstramos aqui é que existe um apetite gigante para consumir essa riqueza brasileira. E a prova disso é o investimento da Accor”, afirmou.
De acordo com o empresário, a construção de ambientes capazes de reunir diferentes perfis de público é parte central da estratégia do grupo. Segundo ele, espaços de convivência, cultura e gastronomia devem funcionar como pontos de encontro que estimulem relações humanas e promovam bem-estar. “Nosso trabaho é um trabalho de cura. De mudar a maneira da cidade, de valorizar a sua própria cultura. O Mata em São Paulo está feito para receber 20 milhões de visitantes por ano.”, explica.
Alex também destacou o papel da arte na construção dessas experiências. Segundo ele, exposições e iniciativas culturais precisam dialogar com públicos amplos, sem se restringir a um grupo específico de visitantes. “A arte é isso: vender emoções”, disse.
Para o executivo, o sucesso de um empreendimento está cada vez mais ligado à capacidade de gerar pertencimento e memória afetiva. “Quando o cliente vive isso, ele não encontra a mesma experiência em qualquer outro lugar”, afirmou.
Leia mais: Cidade Matarazzo inaugura hub de beleza Mata Lab com foco em experiência sensorial
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Instagram caiu: rede da Meta apresenta instabilidade e falhas nesta terça-feira (23)
2
Claude, plataforma de IA da Anthropic, passa por instabilidade nesta terça (23)
3
PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC
4
Quina de São João ou Lotofácil da Independência? Qual loteria oferece mais chances de ganhar?
5
Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating