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‘Compliance Zero’: relembre as etapas da operação que terminou na prisão de Daniel Vorcaro
Publicado 07/03/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 07/03/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: divulgação/Polícia Federal.
Operação Compliance Zero
O caso Master ganhou novos desdobramentos na última quarta-feira (4), com a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e outros cúmplices. A ação era parte do início da terceira fase da Operação Compliance Zero.
A seguir, relembre o que a Polícia Federal (PF) fez em cada fase da Operação Compliance Zero.
Leia também: Por que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso?
A primeira fase da Operação Compliance Zero começou no dia 18 de novembro de 2025. Na data, a Polícia Federal divulgou que tinha como objetivo “combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional”.
Na prática, investigavam-se crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. Sendo assim, os policiais saíram naquele dia para cumprir:
Naquela época, Daniel Vorcaro foi preso durante dez dias. Posteriormente, ele foi solto, mas mediante o uso de uma tornozeleira eletrônica.
Ademais, as investigações começaram em 2024, por solicitação do Ministério Público Federal, que desconfiava de uma possível “fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira”.
Junto a isso, a suspeita era de que esses títulos tivessem sido vendidos a outro banco e, “após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada”, relatou a PF.
Já a segunda fase da Operação Compliance Zero começou no dia 14 de janeiro de 2026. Dessa vez, Vorcaro não foi preso, mas teve bens bloqueados. Além disso, as autoridades realizaram buscas em diversos endereços ligados ao banqueiro.
Naquela época, a PF descreveu que os objetivos da operação eram “apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais”.
Por isso, cumpriram 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
No que se refere às medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores, o montante ultrapassou os R$ 5,7 bilhões. Já os recursos judiciais visavam interromper a prática criminosa, além de garantir a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
Posteriormente, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal também precisou mudar. As investigações detectaram possível proximidade entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro. Por isso, o ministro André Mendonça assumiu o caso.
Leia também: Caso Master: PF cumpre mandados em 5 estados; entenda por que esses locais foram alvos
Por fim, a Operação Compliance Zero começou a sua terceira fase na manhã da última quarta-feira (4). Agora, a prioridade da PF é cumprir 4 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão.
Como descrito pela Polícia Federal, o objetivo nessa fase é “investigar a possível prática dos crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
Outros cúmplices do caso Master, participantes do grupo “A Turma”, também foram alvos de mandados de prisão preventiva. Entre eles, estão Fabiano Zettel, Marilson Roseno da Silva e Luiz Phillipi Mourão.
Atualmente, Daniel Vorcaro voltou à prisão e Luiz Phillipi Mourão atentou contra a própria vida e morreu – enquanto estava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Enquanto isso, Fabiano Zettel segue não localizado.
Ainda nessa terceira fase da Operação Compliance Zero, o STF afastou Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, dois funcionários do Banco Central. A dupla cumprirá medidas específicas, incluindo uso de tornozeleira eletrônica. Ademais, o sequestro e bloqueio de bens podem chegar a R$ 22 bilhões.
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