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Controladora da Rede D´Or, família Moll compra R$ 1,28 bi em ações da companhia em 4 meses
Publicado 12/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 12/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Um levantamento do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC mostra que a família Moll, controladora da Rede D’Or São Luiz (RDOR3), comprou R$ 1,28 bilhão em ações da companhia entre fevereiro e maio deste ano. Os dados foram compilados pela reportagem a partir dos documentos mensais de negociação enviados pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Ao todo, o bloco controlador adquiriu 34,6 milhões de ações ordinárias no período, por um preço médio de aproximadamente R$ 37,04 por papel. Todas as transações foram registradas como compras no mercado à vista.
Em janeiro, o controlador não realizou nenhuma movimentação. As aquisições começaram no fim de fevereiro e ganharam força nos meses seguintes.
Leia também: Rede D’Or vende maternidade de luxo à controlada do Bradesco
Em fevereiro, a família comprou 2,87 milhões de ações por R$ 117,3 milhões, em uma única operação realizada no dia 27.
Em março, o volume quase triplicou, para 8,54 milhões de papéis, adquiridos por R$ 328 milhões. A maior operação do mês ocorreu no dia 3, quando foram compradas 4,44 milhões de ações por R$ 171,6 milhões.
O ritmo diminuiu em abril, com a aquisição de 2,7 milhões de ações por R$ 107,1 milhões.
Maio concentrou a maior parte do movimento. O bloco controlador comprou 20,49 milhões de ações por R$ 729,2 milhões, em operações distribuídas por 12 pregões entre os dias 7 e 29.
Sozinho, o mês respondeu por 56,9% de todo o valor investido pela família entre fevereiro e maio.
O aumento das compras também coincidiu com a redução do preço médio pago pelos papéis. A média saiu de R$ 40,80 em fevereiro para cerca de R$ 35,58 em maio.
Com as aquisições, a posição do bloco controlador aumentou de 1,088 bilhão de ações no fim de dezembro para 1,123 bilhão no encerramento de maio.
Naquele momento, a participação correspondia a 49,06% das 2,289 bilhões de ações emitidas pela Rede D’Or.
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Siga o Times | CNBCA companhia, porém, mantinha 90,08 milhões de papéis em tesouraria, que não têm direito a voto. Desconsideradas essas ações, a família reunia 51,07% dos papéis com direito a voto no fim de maio, ante 49,34% no encerramento de dezembro.
Com isso, o bloco controlador passou a deter a maioria das ações que efetivamente podem votar nas decisões da companhia. A própria Rede D’Or identifica as ações registradas na categoria de controlador como pertencentes, direta ou indiretamente, à família Moll.
A composição acionária divulgada pela companhia confirma que, em março, o capital era formado por 2.289.292.590 ações.
A leitura de mercado é que a sequência de compras faz parte de um movimento de reinvestimento dos controladores na própria companhia.
Segundo essa avaliação, a família estaria direcionando novamente às ações da Rede D’Or parte dos recursos recebidos desde a abertura de capital da empresa, em 2020, incluindo valores provenientes de ofertas de ações, dividendos e juros sobre capital próprio.
Leia também: Rede D’Or aprova novo programa de recompra de ações de R$ 1 bilhão
Separadamente, a própria Rede D’Or comprou 7,1 milhões de ações em fevereiro e março, por cerca de R$ 287,1 milhões, no âmbito de seu programa de recompra. Não houve novas aquisições pela companhia em abril e maio.
Em 10 de junho, a Rede D’Or encerrou o terceiro programa de recompra, cancelou 49 milhões de ações mantidas em tesouraria e aprovou uma nova rodada de aquisições. Com o cancelamento, o capital social passou a ser dividido em 2.240.292.590 ações ordinárias.
A Rede D’Or informou nesta segunda-feira (13) que concluiu a transferência de imóveis localizados no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro, para a Atlântica D’Or, joint venture formada pela companhia e pela Atlântica, controlada indiretamente pela Bradesco Saúde.
Segundo a empresa, a operação foi finalizada após o cumprimento das condições previstas no acordo anunciado em maio deste ano. A Atlântica D’Or é controlada pela Rede D’Or, com participação de 50,01%, enquanto a Atlântica detém os 49,99% restantes.
Os ativos serão destinados à construção, ao desenvolvimento e à operação do futuro Hospital São Conrado D’Or, que ampliará a atuação da parceria na capital fluminense.
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