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CNBCEUA e Irã retomam confronto direto; Trump ameaça polo estratégico do petróleo iraniano

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Petróleo salta 6% e supera US$ 91 após escalada das tensões entre EUA e Irã

Publicado 31/08/2026 • 07:47 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo subiram mais de 3% no início do pregão de segunda-feira (31).
  • Contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, para entrega em setembro subiram 3,4%, sendo negociados a US$ 91,09 por barril.
  • As preocupações com possíveis interrupções no fornecimento aumentaram depois que as forças americanas atingiram dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no domingo.
petróleo

Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras

Os preços do petróleo dispararam nesta segunda-feira (31) após forças dos Estados Unidos atingirem dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, marcando a retomada dos combates entre Washington e Teerã.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, para entrega em setembro subiram 5,9%, sendo negociados a US$ 91,19 por barril. Os contratos futuros de primeiro vencimento do West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançaram 3,8%, para US$ 86,57 por barril.

“Posso confirmar que, mais cedo hoje, forças dos EUA atingiram dois lançadores iranianos na ilha de Larak. Forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica foram observadas se preparando para lançar foguetes com minas marítimas no Estreito de Ormuz”, afirmou em comunicado o capitão da Marinha Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA.

Leia também: Petróleo fecha em alta e interrompe sequência de três quedas com tensão geopolítica

Segundo a Associated Press, o ataque de domingo foi o primeiro bombardeio dos EUA contra posições iranianas reconhecido publicamente desde o fim de julho.

O ataque dos EUA à ilha de Larak matou e feriu vários soldados iranianos, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, acrescentando que respondeu com ataques a bases militares americanas na Jordânia, de acordo com relatos da mídia iraniana.

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Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu suas ameaças militares contra o Irã à ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país, afirmando em uma publicação no Truth Social na noite de domingo que ela “vai ser reduzida a pedacinhos!”.

O tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para os embarques globais de energia, foi severamente afetado pelo conflito no Oriente Médio, que entrou em seu sexto mês.

Leia também: Petróleo fecha em queda; Brent perde 6,6% e WTI recua 4,2% na semana com impasse entre EUA e Irã

“O risco para a oferta vai persistir, e os estoques de petróleo continuarão diminuindo nas próximas semanas e meses”, afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, acrescentando que “a crise iraniana provavelmente mudou o status quo de segurança no Oriente Médio”.

“O aumento dos ataques a refinarias no Oriente Médio e na Rússia restringiu ainda mais a capacidade global de refino, que já estava pressionada, levando as margens dos produtos refinados a novas máximas”, afirmou o Goldman em uma nota.

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