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Rede de postos elogiada por Trump está envolvida em processo de US$ 4 milhões por combustível não pago

Publicado 30/08/2026 • 15:48 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Freedom Fuel é alvo indireto de processo, após fornecedora afirmar que mais de US$ 4 milhões em combustível não foram pagos.
  • Justiça determina bloqueio de US$ 2,75 milhões nas contas dos réus durante o andamento do processo.
  • Rede ganhou destaque após elogio de Trump, que promoveu os preços baixos da gasolina em 25 postos.
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Foto: unsplash

A Freedom Fuel Network ganhou destaque nacional em julho, quando o presidente Donald Trump elogiou a rede de postos por vender combustível a preços muito abaixo dos praticados no mercado. Agora, uma ação judicial movida por uma fornecedora de combustível da Geórgia afirma que parte da gasolina comercializada pela rede nunca foi paga.

Em uma ação apresentada à Justiça federal em 19 de agosto, a Mansfield Oil, empresa sediada em Gainesville, na Geórgia, afirmou que o empresário Syed Kazmi e sua empresa, a KRSM, compraram mais de 1,1 milhão de galões de combustível de um terminal de abastecimento na Pensilvânia entre maio e julho. Segundo o processo, quando a Mansfield enviou a cobrança pelo combustível, em julho, no valor de cerca de US$ 4 milhões (R$ 20,76 milhões), a conta não foi paga.

O processo também afirma que a KRSM vendeu parte desse combustível a postos da Freedom Fuel Network. A rede, no entanto, não foi incluída como ré no processo, e a Mansfield não acusa a empresa de ter cometido qualquer irregularidade.

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No início de julho, a Freedom Fuel vendeu gasolina por US$ 3,47 o galão (R$ 18,01 o galão) em 25 postos na Pensilvânia e em Nova Jersey. O preço fazia referência ao fato de Trump ser o 47º presidente dos Estados Unidos e representava um desconto significativo em relação ao que era cobrado em outros postos da região.

Trump usou a promoção como exemplo de que os consumidores americanos voltariam em breve a encontrar “preços recordes de baixa” nos postos de gasolina, mesmo com a alta dos preços dos combustíveis após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

“Em 3 de julho, a Freedom Fuel Network reduzirá os preços da gasolina em 25 postos da ‘FREEDOM FUEL’ em toda a região da Grande Filadélfia”, escreveu Trump no Truth Social em 1º de julho. “Esse varejista está tomando a iniciativa, e outros deveriam fazer o mesmo. Eles estão fazendo isso porque amam os EUA.”

Segundo a Mansfield, o fato de o combustível não ter sido pago ajudou a empresa a oferecer pelo menos parte desses descontos.

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“A KRSM conseguiu vender esse combustível por preços tão baixos e gerar tanta publicidade porque nunca pagou à autora pelo combustível”, diz o processo.

Em 28 de agosto, o juiz responsável pelo caso concedeu parcialmente um pedido da Mansfield para uma liminar e determinou que os réus mantivessem pelo menos US$ 2,75 milhões (R$ 14,27 milhões) disponíveis em suas contas bancárias, segundo os registros do processo.

A ação não informa quanto dos US$ 4 milhões (R$ 20,76 milhões) em combustível foi destinado aos postos da Freedom Fuel e também não esclarece se esses postos têm algum vínculo comercial com a KRSM ou com Kazmi.

Segundo a Politico, pelo menos seis unidades da Freedom Fuel em Nova Jersey são administradas por Shamikh Kazmi, irmão de Syed Kazmi, que é réu no processo.

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Mauro Tucci, advogado da KRSM, disse que a disputa envolve uma divergência nos valores cobrados.

“A KRSM contesta as alegações apresentadas neste caso. Trata-se de uma disputa contábil envolvendo faturas de combustível emitidas pela Mansfield Oil com preços incorretos”, afirmou Tucci em um e-mail enviado à CNBC. “Não faremos outros comentários enquanto o processo estiver em andamento.”

Funcionários da Casa Branca disseram à CNBC que o governo não teve qualquer contato ou relação comercial com os réus. A Freedom Fuel Network não respondeu ao pedido de comentário enviado pela CNBC.

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