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COO da Noodle diz que criadores de conteúdo estão virando estruturas corporativas

Publicado 03/01/2026 • 21:00 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • A economia criativa brasileira atingiu um ponto de maturação sem precedentes, abandonando definitivamente o caráter experimental para se consolidar como uma engrenagem vital do varejo e da comunicação nacional.
  • Carolina Rossettini, COO da Noodle, revelou que o Brasil inicia o ano posicionado entre os três maiores mercados do mundo em interação com influenciadores.
  • Para ela, essa nova fase é marcada pela transformação de criadores de conteúdo em estruturas corporativas robustas, que agora operam com métricas rigorosas de ROI e integração direta às estratégias de vendas.

A economia criativa brasileira atingiu um ponto de maturação sem precedentes, abandonando definitivamente o caráter experimental para se consolidar como uma engrenagem vital do varejo e da comunicação nacional.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Carolina Rossettini, COO da Noodle, revelou que o Brasil inicia o ano posicionado entre os três maiores mercados do mundo em interação com influenciadores. Para ela, essa nova fase é marcada pela transformação de criadores de conteúdo em estruturas corporativas robustas, que agora operam com métricas rigorosas de ROI e integração direta às estratégias de vendas.

A transição de criador para empresa digital

O grande diferencial deste ciclo é a mudança profunda na percepção do influenciador, que deixou de ser apenas um canal de divulgação para se tornar um parceiro comercial estratégico. Rossettini destacou que o mercado de influência ultrapassou, já em 2025, o investimento publicitário da TV aberta, o que exigiu uma profissionalização estrutural imediata.

Agora, os criadores de conteúdo operam com CNPJ, equipes de contabilidade e ferramentas de gestão financeira. A COO ressalta que a Noodle atua justamente para organizar esse fluxo, oferecendo antecipação de recebíveis e automação de notas fiscais, permitindo que o artista sobreviva aos prazos burocráticos das grandes marcas, que muitas vezes estendem o pagamento por até 180 dias.

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“O influenciador agora se porta como uma empresa e se enxerga como tal. Ele precisa de automação na parte de pagamentos e prestação de contas detalhada para os contratantes. Não é mais apenas uma ‘publi’ por fazer; o criador precisa entender profundamente o produto e a marca para contar uma história que gere conversão real, transformando seu senso de comunidade em métricas de negócio mensuráveis”, afirmou Carolina Rossettini.

O poder do orgânico: conversão X megaprodução

Um dos mitos derrubados pela executiva é a necessidade de megaproduções audiovisuais para garantir o sucesso de uma campanha. Segundo os dados levantados pela Noodle, o conteúdo orgânico e espontâneo chega a converter cinco vezes mais do que propagandas roteirizadas e excessivamente montadas.

Isso ocorre porque o público de 2026 prioriza a experiência real e a indicação genuína. A produção institucional e mais trabalhada visualmente ainda tem seu espaço, mas é utilizada principalmente quando o influenciador atua como uma peça de mídia em campanhas de awareness, enquanto o dia a dia “real” permanece como o maior motor de vendas.

A composição das campanhas atuais foca na criação de squads que equilibram diferentes níveis de influência para objetivos distintos. Rossettini detalhou que, enquanto as celebridades e macro-influenciadores são fundamentais para construir reputação e credibilidade, os nano e micro-influenciadores são os campeões de engajamento.

“Criadores com até 10 mil seguidores ou até 100 mil conseguem estabelecer uma conexão cultural e regional que as grandes estrelas não alcançam. O público segue esses pequenos criadores pelas dicas e pela confiança na curadoria, o que resulta em taxas de interação muito superiores às de perfis com milhões de seguidores, onde a relação é baseada mais na admiração do que na utilidade prática“, afirmou.

Inovação tecnológica e presença always-on

Para 2026, a tendência consolidada é o modelo always-on, onde as marcas mantêm parcerias contínuas com influenciadores ao longo de todo o ano, em vez de ações isoladas. A inteligência artificial surge como uma aliada poderosa nesse processo, ajudando a identificar os melhores perfis regionais e a processar os dados de retorno de cada squad.

O objetivo das empresas agora é a onipresença digital, garantindo que suas marcas façam parte da conversa cotidiana nas redes sociais de forma fluida e tecnológica, consolidando a influência como o pilar prioritário da mídia moderna brasileira.

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