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Danone compra Huel, fabricante de shakes proteicos, em meio à mudança na demanda por alimentação saudável
Publicado 23/03/2026 • 13:41 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 23/03/2026 • 13:41 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
A fabricante francesa de alimentos e bebidas Danone anunciou nesta segunda-feira (23) que pretende adquirir a Huel, produtora de bebidas proteicas, em meio a uma mudança na demanda impulsionada por uma geração mais jovem e preocupada com a saúde, além do avanço dos medicamentos para perda de peso.
A Huel comercializa uma variedade de shakes e bebidas proteicas enriquecidas com nutrientes. A empresa conta com o apoio de celebridades como o apresentador do podcast The Diary of a CEO, Steven Bartlett, e o ator Idris Elba.
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Segundo o CEO da Danone, Antoine de Saint-Affrique, a combinação do portfólio da Huel com as capacidades digitais da empresa e o alcance global da Danone representa uma oportunidade no “novo e crescente segmento de nutrição completa”.
“O problema que a Huel busca resolver é que a maioria das pessoas não consome proteína, fibras ou os nutrientes adequados em quantidade suficiente”, afirmou o CEO da Huel, James McMaster.
O negócio, sujeito à aprovação regulatória, gira em torno de 1 bilhão de euros (US$ 1,15 bilhão), segundo o Financial Times, que citou uma fonte próxima à empresa. A Danone não comentou o valor da transação.
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Em entrevista à CNBC em 2024, De Saint-Affrique afirmou que o portfólio da Danone, que inclui iogurtes e água, é “extremamente complementar” ao aumento da conscientização sobre saúde e ao uso de medicamentos da classe GLP-1. A empresa também atua em nutrição especializada e fórmulas infantis, com marcas como Activia, Alpro e Aptamil.
Fabricantes de alimentos já começaram a se adaptar às novas tendências, ajustando porções, reformulando receitas e oferecendo produtos mais premium, movimento que deve se intensificar com a maior adoção dos medicamentos GLP-1, segundo analistas do ING.
O impacto desses medicamentos ainda é limitado na Europa, com cerca de 2% da população adulta em uso atualmente, de acordo com o ING, “mas esse número deve crescer”.
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“Os fabricantes de alimentos enfrentam uma mudança gradual na demanda, o que lhes dá tempo para reagir, ajustando produtos, estratégias de marketing e investindo em mercados com menor uso de GLP-1.”
As estimativas sobre o tamanho futuro do mercado global desses medicamentos variam, mas o ING projeta que ele alcance US$ 100 bilhões até 2027.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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