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David Solomon, do Goldman Sachs, diz estar surpreso com reação “contida” dos mercados à guerra com o Irã
Publicado 04/03/2026 • 08:52 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/03/2026 • 08:52 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Uma tela exibe o logotipo da empresa Goldman Sachs no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), na cidade de Nova York, EUA, em 7 de maio de 2025.
REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo
O presidente do conselho e CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou que os mercados financeiros tiveram uma reação surpreendentemente “benigna” à guerra com o Irã, à medida que o conflito entra no quinto dia.
O executivo falou durante o Australian Financial Review Business Summit, na terça-feira, enquanto investidores monitoravam principalmente os preços do petróleo, depois de o Irã afirmar que o Estreito de Hormuz havia sido fechado e que qualquer embarcação que passasse pela região seria alvo.
“Na verdade, estou surpreso”, disse Solomon no evento. “Acho que a reação do mercado foi mais benigna, dada a magnitude do que está acontecendo, do que se poderia imaginar.”
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As ações nos Estados Unidos têm registrado volatilidade nos últimos dias e voltaram a fechar em queda na terça-feira. O Dow Jones Industrial Average recuou 0,83%, o S&P 500 caiu 0,94% e o Nasdaq Composite perdeu 1,02%. Os futuros das bolsas americanas indicavam nova abertura em baixa nesta quarta-feira.

“Vai levar algumas semanas para que os mercados realmente assimilem as implicações do que aconteceu, tanto no curto quanto no médio prazo”, afirmou.
Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries dos EUA vêm subindo, contrariando o comportamento tradicional de busca por ativos de proteção. Em conflitos geopolíticos, investidores costumam migrar para títulos públicos, elevando seus preços e reduzindo os rendimentos. Desta vez, porém, os preços dos títulos caem e os yields sobem, diante da preocupação de que a alta nos preços de energia possa pressionar a inflação e manter os juros elevados por mais tempo.
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“Isso vai se tornar algo mais prolongado? Vai começar a afetar as cadeias de suprimento de energia? Terá outros impactos que influenciem o sentimento e o comportamento dos consumidores em diferentes partes do mundo?”, questionou Solomon. “Esses são os pontos que precisam ser observados, e ainda não há informação ou dados suficientes para ter clareza.”
Os preços do petróleo mostraram maior estabilidade no fim do pregão de terça-feira, depois que o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos ofereceriam seguro a petroleiros no Golfo Pérsico para viabilizar o tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz, uma das rotas mais estratégicas para o escoamento global de petróleo.
O Brent, referência internacional, para entrega em maio, avançava 2,7%, a US$ 83,58 por barril nesta quarta-feira. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, para entrega em abril, subia 2,3%, para US$ 76,26.
Estrategistas do setor de energia alertam que o petróleo pode ultrapassar US$ 100 por barril caso o Estreito de Hormuz permaneça fechado por um período prolongado.
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Trump afirmou na terça-feira que a guerra com o Irã pode resultar em “preços altos do petróleo por algum tempo”, mas previu que as cotações devem recuar após o arrefecimento do conflito.
“A única coisa que certamente acontece quando há um evento como esse é que as pessoas passam a exigir um prêmio de risco maior para qualquer ativo arriscado que detenham, e começam a reprecificar posições na margem. E, certamente, estamos vendo isso”, concluiu Solomon.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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