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Desafios para o mercado de M&A no Brasil em 2026; veja
Publicado 19/11/2025 • 09:12 | Atualizado há 5 meses
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O mercado brasileiro de M&A (fusões e aquisições) deve começar 2026 em ambiente de recuperação lenta e marcada por incertezas.
Apesar de sinais de retomada no apetite por transações, analistas destacam que investidores seguirão cautelosos diante do cenário fiscal, eleitoral e global.
Segundo José Luiz Mendes, consultor de finanças corporativas da StoneX, o setor pode encontrar oportunidades estratégicas, mas terá de lidar com obstáculos relevantes.
O primeiro grande fator que deve influenciar o mercado de M&A é o calendário eleitoral. A disputa presidencial tende a elevar a volatilidade, já que mudanças no governo podem alterar diretrizes fiscais, planos de investimento e ambiente regulatório.
Além disso, avalia Mendes, existe o risco de intensificação de medidas populistas até o pleito, ampliando gastos e pressionando ainda mais o quadro fiscal. Esse ambiente de incerteza costuma levar compradores e vendedores a adiar decisões relevantes.
Outro ponto de atenção para o mercado de M&A em 2026 é o custo de capital. Mesmo com expectativa de queda, o boletim Focus projeta Selic entre 10% e 12% no próximo ano. Esse patamar ainda é considerado elevado para financiamentos de longo prazo, reduzindo valuations e desestimulando transações.
Nesse contexto, empresas preferem esperar propostas melhores, enquanto investidores tendem a manter liquidez em ativo seguro, reduzindo a velocidade dos negócios.
A volatilidade cambial também preocupa. Movimentos bruscos do real, influenciados por juros nos EUA e preços de commodities, podem afastar investidores estrangeiros justamente em um setor altamente dependente de capital internacional.
O ambiente global também joga contra o avanço do mercado de M&A em 2026. Conflitos prolongados na Ucrânia e no Oriente Médio, disputas comerciais e novas tarifas impostas pelos EUA ao Brasil ampliam a percepção de risco.
A disputa entre EUA e China afeta cadeias de suprimentos e reduz previsibilidade em setores exportadores, como agronegócio e mineração. Em cenários assim, investidores tendem a reavaliar operações ou reduzir valores oferecidos.
Nos últimos anos, o país registrou número recorde de pedidos de recuperação judicial, impactando especialmente setores intensivos em capital, como varejo, construção, serviços e empresas ligadas ao agronegócio.
Para Mendes, esse cenário restringe o número de alvos realmente sólidos para aquisição. Private equities e compradores estratégicos devem priorizar companhias com balanços robustos e geração consistente de caixa.
Apesar dos desafios, a avaliação geral do mercado é de que pode haver uma volta progressiva nas operações de M&A ao longo de 2026. A estabilização econômica e a maior previsibilidade pós-eleição tendem a melhorar o ambiente de negócios no médio prazo.
A combinação de valuations mais baixos e menor competição entre compradores pode abrir espaço para movimentos estratégicos de longo prazo.
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