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Disney escolhe novo CEO: Josh D’Amaro assume lugar de Bob Iger em março
Publicado 03/02/2026 • 11:30 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 03/02/2026 • 11:30 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
A Disney nomeou Josh D’Amaro, atual chairman de Disney Experiences, como seu próximo CEO, sucedendo Bob Iger e encerrando uma disputa de sucessão acompanhada de perto no “império do Mickey”.
Investidores, executivos do setor e observadores aguardavam havia tempos o anúncio de quem assumiria a liderança de uma das empresas mais emblemáticas dos Estados Unidos. A escolha marca a segunda vez, em seis anos, que a Disney seleciona um sucessor para Iger – a indicação anterior, do então chefe dos parques Bob Chapek, acabou se transformando em um episódio público de governança corporativa que levou Iger a reassumir o cargo e reiniciar a contagem regressiva para a aposentadoria.
A nomeação de D’Amaro passa a valer em 18 de março, durante a assembleia anual da Disney. Iger seguirá como conselheiro sênior e membro do conselho até se aposentar da companhia em 31 de dezembro.
“Josh D’Amaro é um líder excepcional e a pessoa certa para se tornar nosso próximo CEO”, afirmou Iger em comunicado. “Ele tem uma apreciação instintiva pela marca Disney e uma profunda compreensão do que ressoa com nosso público, combinadas com o rigor e a atenção aos detalhes necessários para entregar alguns de nossos projetos mais ambiciosos. Sua capacidade de unir criatividade e excelência operacional é exemplar, e estou entusiasmado por Josh e pela empresa.”
Leia também: Disney supera expectativas de Wall Street impulsionada por parques temáticos e streaming
Nos últimos anos, o conselho da Disney – liderado pelo ex-CEO do Morgan Stanley James Gorman – vinha avaliando nomes para o cargo, principalmente dentro da própria companhia. Quatro executivos que se reportavam diretamente a Iger – D’Amaro, o chairman da ESPN Jimmy Pitaro, e os co-presidentes de entretenimento Dana Walden e Alan Bergman – foram entrevistados pelo comitê de sucessão ainda em 2024, segundo a CNBC.
Nos últimos meses, as especulações se concentraram em D’Amaro e Walden.
“Olhamos para todos os nomes, queríamos que quem assumisse fosse a melhor pessoa”, disse Gorman à jornalista Julia Boorstin, da CNBC, na terça-feira.
Walden, por sua vez, foi nomeada presidente e chief creative officer como parte do anúncio da transição. A partir de 18 de março, ela passará a se reportar diretamente a D’Amaro e ficará focada na engrenagem criativa e de conteúdo da Disney.
D’Amaro chega ao cargo após um período de incertezas na liderança e de recepção mista por parte de Wall Street em relação ao desempenho da empresa. Na segunda-feira, a Disney divulgou resultados trimestrais e receita acima das expectativas – impulsionados por parques temáticos e streaming, mas as ações recuaram 7%. Iger disse aos investidores estar confiante nas mudanças feitas nos últimos três anos e no caminho para o crescimento futuro.
Em especial, a divisão de experiências, que reúne parques, resorts e cruzeiros, registrou pela primeira vez mais de US$ 10 bilhões em receita trimestral, abrindo espaço para uma expansão adicional.
A empresa planeja desenvolver um novo parque e resort em Abu Dhabi – além do compromisso de investir US$ 60 bilhões em seus parques ao longo da próxima década – e pretende capitalizar sua dominância nas bilheterias em 2025. No centro das atenções, porém, continua o negócio de entretenimento, enquanto a Disney lida com a erosão da TV tradicional e aposta em conteúdos de peso e na rentabilidade do streaming.
Caberá ao sucessor de Iger conduzir a empresa em sua próxima fase.
Leia também: Disney domina as bilheterias de 2025 e deve manter a coroa em 2026
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Siga o Times | CNBCLiderar um conglomerado de mídia e parques temáticos como a Disney não é tarefa simples – tampouco substituir Iger.
O veterano executivo esteve à frente da companhia por cerca de 20 anos, em dois períodos distintos. No primeiro, comandou a empresa por 15 anos, após carreira na rede de TV ABC e em cargos de liderança no grupo, antes de deixar o posto em 2020.
Em um anúncio rápido, a Disney informou que Chapek, então chairman dos parques, assumiria como CEO – uma decisão que surpreendeu o setor.
Durante a primeira gestão de Iger, ele liderou grandes aquisições e transformou a empresa em uma potência global. Ao sair, em 2020, sua lista de feitos incluía o recém-lançado Disney+, que inicialmente acumulou assinantes em ritmo acelerado.
A transição para Chapek, no entanto, foi marcada por turbulências e pela pandemia de Covid-19, que fechou cinemas e parques, embora tenha impulsionado o streaming.
As ações da Disney dispararam no início da pandemia, mas, no fim de 2021, começaram a cair diante de resultados abaixo do esperado e desaceleração no crescimento do streaming.
No fim de 2022, com as críticas à gestão de Chapek aumentando, Iger voltou ao comando. A notícia impulsionou os papéis da empresa, mesmo com uma agenda que incluía a reestruturação do grupo.
Em seu segundo mandato, Iger priorizou cortes de custos de US$ 5,5 bilhões, demissões e a criação de três grandes divisões: Disney Entertainment; ESPN e Sports; e Parks, Experiences and Products.
“Tenho enorme orgulho de tudo o que conquistamos nos últimos três anos para colocar a Disney em rota de crescimento contínuo. Estou inspirado e energizado pelas oportunidades à frente para esta empresa extraordinária”, disse Iger a investidores na segunda-feira.
Ele também enfrentou uma campanha ativista, levou TV e streaming à lucratividade, recolocou a Disney no topo das bilheterias e anunciou investimentos robustos nos parques.
Enquanto Iger trabalhava para recolocar a empresa nos trilhos, a questão da sucessão voltou a ganhar força.
Pouco depois de retornar como CEO, ele disse à CNBC que não pretendia permanecer por mais de dois anos. Como em outras ocasiões, o cronograma acabou sendo estendido. Em meados de 2023, a Disney prorrogou seu contrato por mais dois anos e informou que anunciaria um sucessor até o início de 2026.
Segundo Iger, a extensão visava “garantir que a Disney esteja fortemente posicionada” para quem assumisse o cargo.
“A importância do processo de sucessão não pode ser subestimada”, afirmou ele em comunicado na época.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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