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EXCLUSIVO: Varejo deve fechar 2026 quase estagnado, e móveis e eletrodomésticos devem vender 10% menos em novembro
Publicado 08/11/2026 • 07:15 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 08/11/2026 • 07:15 | Atualizado há 3 horas
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varejo
O varejo brasileiro caminha para o fim de 2026 em ritmo lento e deve entrar em 2027 praticamente sem crescimento, segundo a Projeção de Vendas do IBEVAR-FIA Business School, obtida com exclusividade pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Pelo levantamento, o volume de vendas do varejo restrito deve avançar 0,15% em novembro, na comparação com outubro, e 0,02% em dezembro. Em janeiro de 2027, a projeção é de estabilidade.
Com esse desempenho, a variação acumulada em 12 meses recua de 1,36% em novembro para 1,08% em janeiro. No varejo ampliado, que soma veículos e material de construção, o indicador cai de 1,06% para 0,86% no mesmo período.
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Vale explicar a divisão. O varejo restrito reúne combustíveis, supermercados, vestuário, móveis e eletrodomésticos, farmácias e cosméticos, equipamentos de escritório, livros e outros artigos de uso pessoal e doméstico.
Na comparação com os mesmos meses de 2025, o restrito deve registrar queda de 0,34% em novembro, alta de 0,40% em dezembro e retração de 0,09% em janeiro. O ampliado tem projeção de recuo de 0,68% em novembro, avanço de 0,38% em dezembro e queda de 0,42% em janeiro.
Em relação ao mês imediatamente anterior, o varejo ampliado deve crescer 0,38% em novembro, 0,07% em dezembro e 0,05% em janeiro.
Entre os segmentos, a maior variação acumulada em 12 meses em novembro é a de equipamentos e materiais para escritório e comunicação, com 6,11%, segundo os dados completos da pesquisa. A taxa cai para 2,97% em dezembro e 2,35% em janeiro, e o segmento deve vender 10,74% menos em dezembro do que no mesmo mês de 2025.
Em seguida aparecem os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 4,41% em novembro, 4,55% em dezembro e 4,66% em janeiro. Em relação aos mesmos meses de 2025, a projeção é de alta de 2,46% em novembro, 7,42% em dezembro e 6,60% em janeiro.
Já os hipermercados e supermercados mantêm trajetória positiva, com variação acumulada em 12 meses de 1,59% em novembro e 1,78% em janeiro. Em veículos, motos, partes e peças, o indicador sobe de 1,77% para 2,46% no mesmo intervalo.
Por sua vez, outros artigos de uso pessoal e doméstico avançam de 1,02% para 1,22%, e combustíveis e lubrificantes recuam de 1,23% para 0,91%.
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Siga o Times | CNBCEntre os segmentos em queda, móveis e eletrodomésticos têm a perspectiva mais negativa entre os grandes grupos. As vendas devem ficar 9,49% abaixo das registradas em novembro de 2025, 8,50% abaixo em dezembro e 8,04% abaixo em janeiro.
No acumulado em 12 meses, a queda passa de 0,81% em novembro para 1,90% em dezembro e 3,04% em janeiro.
Da mesma forma, material de construção segue no campo negativo, com queda acumulada em 12 meses de 1,76% em novembro, 1,68% em dezembro e 1,83% em janeiro. Em relação a novembro de 2025, as vendas devem cair 3,97%.
Outro segmento em retração é o de livros, jornais, revistas e papelaria, que projeta queda de 15,89% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2025. A variação acumulada em 12 meses vai de alta de 0,46% em novembro para queda de 0,59% em janeiro.
Em tecidos, vestuário e calçados, a projeção indica reação nas vendas de fim de ano. Em relação aos mesmos meses de 2025, a alta é de 3,39% em novembro, 4,35% em dezembro e 2,68% em janeiro.
Apesar disso, a variação acumulada em 12 meses segue negativa em 0,80% em novembro e em 0,16% em dezembro, e chega a 0,00% em janeiro.
Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, os resultados mostram um varejo apoiado em itens de consumo básico e saúde, que perde fôlego nos bens duráveis, mais sensíveis a crédito e juros.
“Para o comércio, o recado é de cautela com estoques e promoções de fim de ano nos segmentos de maior ticket”, afirma Felisoni.
A projeção parte de modelos econométricos aplicados a séries dessazonalizadas da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), obtidas por meio do Ipeadata. A base vai de fevereiro de 2017 a agosto de 2026, último dado divulgado, e tem como referência a média de 2022, igual a 100.
A coordenação técnica é do professor Nuno Manoel Martins Dias Fouto, com participação do professor Marcelo Felippe Figueira Jr. e de Marisa Bortolosso.
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