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Emissões do setor de transportes crescem 56% apesar de avanços na eletrificação

Publicado 25/09/2026 • 17:47 | Atualizado há 22 minutos

KEY POINTS

  • As emissões do setor de transportes cresceram 56% entre 2005 e 2024.
  • O maior uso de biocombustíveis ajudou a conter as emissões, enquanto o impacto dos carros elétricos ainda é considerado pequeno.
  • O transporte de cargas concentra 53,9% das emissões, com forte dependência do diesel.
Carros elétricos

Foto: Unsplash

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As emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo setor de transportes brasileiro aumentaram 56% entre 2005 e 2024, segundo um estudo do Centro Brasil no Clima (CBC). O crescimento ficou acima da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no mesmo período, que foi de 48%.

A pesquisa aponta que medidas adotadas nos últimos anos para tornar o transporte menos poluente não foram suficientes para interromper a trajetória de alta das emissões. Entre essas iniciativas estão programas voltados à produção de veículos mais eficientes e o aumento da participação do etanol anidro na gasolina.

De acordo com os pesquisadores Daniel Neves Schmitz Gonçalves e George Vasconcelos Goes, do Programa de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ritmo atual de redução das emissões do setor ainda não está alinhado às metas de neutralização de carbono estabelecidas pelo Acordo de Paris.

Para realizar a análise, os pesquisadores utilizaram informações do Observatório do Clima, do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas e do Primeiro Relatório Bienal de Transparência, documento apresentado pelo Brasil às Nações Unidas sobre suas ações relacionadas ao clima.

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O estudo também destaca que a queda de 20% nas emissões líquidas brasileiras registrada entre 2005 e 2022 esteve principalmente relacionada à redução do desmatamento. No setor de transportes, entretanto, o cenário foi diferente.

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Entre os veículos de passageiros, o maior uso de biocombustíveis, especialmente o etanol, foi apontado como o principal fator responsável por limitar o crescimento das emissões. Já a contribuição dos carros elétricos para a redução dos gases de efeito estufa ainda é considerada pequena pelos pesquisadores.

A situação é mais complexa no transporte de cargas. O segmento responde por 53,9% das emissões do setor e continua fortemente dependente do diesel. Segundo o estudo, ainda não existem alternativas disponíveis em escala suficiente para substituir esse combustível fóssil.

Os caminhões representam cerca de 3% da frota brasileira em circulação, mas são responsáveis por uma parcela muito maior das emissões. O dado evidencia o peso do transporte de cargas na trajetória das emissões do setor.

O Centro Brasil no Clima atua na defesa da descarbonização da economia, da proteção da biodiversidade e da promoção da justiça climática.

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