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Empresas viram plataformas financeiras e mercado deve triplicar em dois anos, diz executiva

Publicado 22/04/2026 • 14:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Embedded Finance permite que companhias de diversos setores ofereçam crédito, seguros e meios de pagamento dentro da própria operação.
  • Mercado brasileiro pode crescer até três vezes nos próximos dois anos, impulsionado por Pix, Open Finance e digitalização empresarial.
  • Modelo vale para negócios de todos os portes, desde que a empresa conheça clientes, fluxo de caixa e oportunidades de receita.

O avanço do Embedded Finance está transformando empresas tradicionais em plataformas financeiras e criando novas fontes de receita fora do sistema bancário convencional. Para Letícia Moschioni, sócia da Finscale – Fábrica de Fintechs, o movimento já ganhou escala no Brasil e deve acelerar nos próximos anos.

Segundo ela, o conceito envolve finanças embarcadas na operação de empresas da nova economia e também de setores tradicionais. Na prática, companhias passam a oferecer serviços como crédito, seguros, parcelamento e meios de pagamento diretamente ao cliente.

Toda empresa, do agro ao varejo, saúde e educação, pode financiar clientes, fornecedores e revender serviços financeiros”, afirmou em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (22)

Crédito, Pix e seguros no dia a dia

De acordo com a executiva, muitos consumidores já utilizam esse modelo sem perceber. Ela cita aplicativos de viagem que vendem seguro no momento da compra, varejistas que oferecem parcelamentos longos e plataformas que disponibilizam Pix parcelado.

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Também há aplicações no agronegócio, com financiamento de safra e crédito com garantias específicas, além de serviços em empresas de delivery e mobilidade urbana. “As empresas enxergam nisso uma forma de diversificar receita e fidelizar clientes que já estão dentro da operação”, disse.

Qualquer empresa pode adotar

Letícia afirmou que não existe setor excluído desse movimento. Para ela, o ponto central é entender o estágio da companhia, base de clientes, recorrência de receitas e estrutura operacional.

Não existe tipo de negócio que não possa fazer isso. O que existe é momento certo para cada empresa”, pontuou.

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Ela destacou que o fechamento de agências bancárias nos últimos anos acelerou a digitalização dos serviços financeiros e abriu espaço para que empresas ocupem esse relacionamento com o consumidor.

De custo para receita

Segundo a sócia da Finscale, companhias que hoje apenas pagam tarifas bancárias ou antecipam recebíveis podem converter essas despesas em nova linha de faturamento.

Entre os produtos possíveis estão meios de pagamento, crédito, investimentos, seguros, antecipação de recebíveis e financiamento a clientes e fornecedores. “Quando a empresa embarca finanças na operação, ela deixa de depender exclusivamente dos bancos tradicionais”, explicou.

Pix e Open Finance impulsionam setor

Na avaliação da executiva, ferramentas criadas pelo Banco Central, como Pix e Open Finance, ajudaram a acelerar esse mercado ao permitir integração via APIs e oferta personalizada de produtos financeiros.

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Ela afirmou que essas iniciativas fortalecem a competição e facilitam o acesso do consumidor a soluções mais aderentes ao seu perfil. “O Brasil virou um polo importante de inovação financeira.

Mercado deve triplicar

Letícia estima que o mercado brasileiro de Embedded Finance poderá atingir até três vezes o tamanho atual nos próximos dois anos, impulsionado pela demanda reprimida de empresas que ainda não adotaram o modelo.

Segundo ela, muitas companhias continuam deixando dinheiro “na mesa” por não monetizarem o relacionamento que já possuem com clientes e fornecedores. “Tem muita empresa que ainda não acessou essas oportunidades”, lembrou.

Não é porte, é qualidade

Ao comentar quais empresas podem aderir ao modelo, a executiva afirmou que tamanho não é o principal critério. Segundo ela, há operações pequenas com margens elevadas e estruturas maiores pouco rentáveis.

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O mais importante, afirmou, é entender o chamado mapa do dinheiro: como a empresa recebe, paga, financia clientes e administra inadimplência. “Não é quantidade, é qualidade”, concluiu.

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