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TIMES | CNBC Parlatório Talks: Brasil pode ser polo global de tecnologia e IA, diz Cleber Morais, diretor-geral da AWS
Publicado 08/06/2026 • 22:04 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/06/2026 • 22:04 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Amazon Web Services (AWS) vê o Brasil como um polo global de tecnologia, inovação e inteligência artificial, afirmou Cleber Morais, diretor-geral da AWS no país, em entrevista ao TIMES | CNBC Parlatório Talks.
Em conversa com o jornalista e CEO do grupo Parlatório, Carlos Marques, Morais disse que a trajetória da AWS no Brasil começou há 15 anos, com a decisão de investir em infraestrutura de nuvem no país. Segundo ele, esse movimento ajudou a criar uma base para a digitalização de empresas brasileiras e para a expansão internacional de companhias nacionais de tecnologia.
Morais citou Nubank e VTEX como exemplos de empresas que usaram a nuvem para inovar, crescer e levar tecnologia brasileira para fora do país. Em um segundo momento, grandes companhias também passaram a adotar esse modelo, incluindo Boticário e Itaú.
Segundo o executivo, a AWS investiu mais de US$ 5,6 bilhões no Brasil para criar infraestrutura tecnológica de nuvem. Para ele, esse investimento ajudou a colocar o país em posição de destaque no mercado global de tecnologia.
“Isso permitiu não só a internacionalização de empresas, mas permitiu colocar o Brasil como referência mundial na área de tecnologia”, disse.
Morais afirmou que a nuvem foi a base para a atual expansão da inteligência artificial. Para ele, o mercado vive um novo ciclo de transformação, semelhante ao movimento que levou empresas a migrar para a nuvem em busca de inovação, redução de custos e novos modelos de negócio.
“A nuvem foi o precursor de tudo o que a inteligência artificial hoje nos traz”, afirmou.
O diretor-geral da AWS disse que a inteligência artificial deve ser vista como uma tecnologia transversal, capaz de mudar empresas e carreiras em diferentes setores. Segundo ele, profissionais de todas as áreas precisarão aprender a usar IA como diferencial competitivo.
“Nenhum profissional vive sem ter um celular ou sem usar tecnologia de internet. Com a inteligência artificial, é o mesmo fato que está acontecendo”, disse.
Leia também: TIMES | CNBC Parlatório Talks: Brasil precisa dobrar investimento em infraestrutura, diz CEO da Acciona
Morais afirmou que o Brasil tem potencial para formar mão de obra em nuvem e inteligência artificial. Segundo ele, a AWS mantém parcerias com clientes, universidades federais e estaduais e empresas para capacitação de profissionais.
O executivo citou o projeto Integra Brasil, lançado no ano passado, com a meta de treinar mais de 1 milhão de pessoas em inteligência artificial. Para ele, a capacitação precisa unir domínio técnico e conhecimento do setor em que cada profissional atua.
“O que importa agora é o conhecimento do negócio”, afirmou.
Segundo Morais, jornalistas, médicos, advogados, arquitetos e profissionais de diferentes áreas poderão usar a tecnologia para aumentar produtividade e criar novas oportunidades.
Morais também defendeu que o avanço da IA exige responsabilidade, segurança e governança. Ele afirmou que novas tecnologias sempre trazem riscos, mas disse ter uma visão otimista sobre o impacto da inteligência artificial.
“Eu sou muito mais desse lado de como a humanidade utiliza a tecnologia para ajudar na medicina, ajudar na qualidade de vida, ajudar na longevidade”, disse.
O executivo afirmou que a Amazon tem responsabilidade no papel das big techs e destacou os investimentos da companhia no Brasil. Segundo ele, a empresa investiu mais de R$ 15 milhões por dia no país nos últimos dez anos.
Morais disse que o modelo de crescimento das big techs mudou porque a discussão sobre nuvem deixou de ser “se” as empresas vão adotá-la e passou a ser “como” e “quando” farão isso. Para ele, a inteligência artificial deve repetir esse movimento.
O diretor-geral da AWS afirmou que o Brasil já funciona como referência tecnológica na América Latina e pode atrair investimentos relevantes em data centers. Segundo ele, balanços recentes das big techs indicam um ciclo de investimentos de US$ 600 bilhões em infraestrutura de data centers.
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Seguir no GooglePara o executivo, o Brasil pode se beneficiar desse movimento por ter energia sustentável, mercado relevante e base crescente de profissionais capacitados.
“O Brasil já é essa central de operações. O Brasil já é uma referência”, disse.
Na entrevista, Morais citou casos de uso de IA em empresas brasileiras. Um dos exemplos foi a Elfa, distribuidora de medicamentos que, segundo ele, reduziu de dez horas para dez minutos o tempo de cotação com uso de inteligência artificial. A mudança teria ampliado em R$ 300 milhões uma linha de negócio da companhia.
O executivo também destacou uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) na área de saúde, com uso de inteligência artificial para análise radiológica, e afirmou que o setor financeiro é uma das áreas mais avançadas na adoção de tecnologia no Brasil.
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Morais afirmou que a adoção de agentes de IA deve marcar o próximo ciclo de inovação. Segundo ele, empresas que usam a tecnologia como parte central do negócio têm apresentado crescimento mais forte.
“Estamos vivendo um novo momento de evolução tecnológica, que deu um empoderamento muito forte na mão dos nossos clientes”, afirmou.
Para os próximos dez anos, o diretor-geral da AWS disse estar otimista com o papel do Brasil no mercado global de tecnologia. Segundo ele, o país tem condições de ampliar sua relevância em nuvem, inteligência artificial, saúde, comércio eletrônico e serviços financeiros.
“Hoje nós já temos uma representatividade interna grande e eu trabalho diariamente para que isso aumente”, afirmou.
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