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Agência internacional pede aceleração da eletrificação global com fontes renováveis até 2035
Publicado 13/10/2026 • 18:22 | Atualizado há 57 minutos
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Publicado 13/10/2026 • 18:22 | Atualizado há 57 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Voltalia
A expansão das energias renováveis não tem sido suficiente para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e, para mudar esse cenário, a eletrificação global do consumo de energia apoiada em fontes limpas precisa ganhar velocidade. A recomendação é da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), que estabelece como objetivo elevar a participação da eletricidade no consumo mundial de energia para 35% até 2035.
“Uma verdadeira transição energética significa substituir progressivamente os sistemas baseados em combustíveis fósseis e não simplesmente adicionar nova capacidade de geração a um mix energético inalterado”, afirmou a agência no relatório 2026 World Energy Transition Outlook (WETO), lançado nesta terça-feira, 13.
O documento defende mudanças estruturais no sistema energético mundial para aproximar a trajetória das emissões de gases de efeito estufa do limite de 1,5°C de aquecimento global neste século.
De acordo com as projeções, a capacidade global instalada de geração renovável precisa saltar dos atuais 5,2 terawatts (TW) para 38,2 TW até 2050. No mesmo horizonte, a eletricidade deverá representar mais da metade do consumo mundial de energia, enquanto as fontes solar e eólica responderão por mais de 80% da geração elétrica.
Segundo o WETO 2026, as redes elétricas não se expandem no mesmo ritmo da geração, enquanto a demanda mundial continua crescendo e os ganhos de eficiência energética permanecem limitados.
Entre as prioridades apontadas pela Irena estão a ampliação das redes de distribuição, o desenvolvimento de soluções de armazenamento, o aumento da flexibilidade dos sistemas elétricos e a adoção de medidas mais efetivas de eficiência energética. A agência também recomenda combinar a eletrificação com tecnologias mais eficientes e combustíveis sustentáveis para atender ao crescimento da demanda.
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Siga o Times | CNBCFrancesco La Camera, diretor-geral da Irena, afirmou em comunicado que a transição energética mundial ‘enfrenta dificuldades para avançar na velocidade necessária’.
“O crescimento recorde das energias renováveis, por si só, não é suficiente: a eficiência energética está aquém do necessário, as redes de distribuição têm dificuldade para acompanhar o ritmo e a demanda global por energia continua a crescer rapidamente”, disse.
Para ele, o desafio exige uma transformação estrutural, com investimentos em infraestrutura capaz de sustentar um sistema energético eletrificado eficiente e abastecido por fontes renováveis. A meta de alcançar 35% de eletrificação global até 2035 também está entre os objetivos da COP31, conferência climática das Nações Unidas prevista para novembro, na Turquia.
Além dos benefícios climáticos, a Irena aponta ganhos econômicos associados à transformação do setor energético. No cenário compatível com o limite de 1,5°C, a economia mundial cresceria, em média, 1,1% a mais por ano do que em uma trajetória sem mudanças significativas para reduzir as emissões. O resultado acumulado poderia representar cerca de US$ 46 trilhões adicionais até 2050.
Segundo as projeções do relatório, o mercado de trabalho também seria beneficiado, com o número de empregos relacionados às energias renováveis aumentando em até cinco vezes o patamar atual.
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