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Leilão de baterias pode marcar nova fase da transição energética no Brasil, avalia Dal Pozzo
Publicado 16/06/2026 • 10:33 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/06/2026 • 10:33 | Atualizado há 3 meses
Reprodução / YouTube
Augusto Dal Pozzo, doutor e mestre em Direito Administrativo pela PUC-SP e notável do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC
O Brasil pode inaugurar uma nova etapa na infraestrutura energética com os primeiros leilões de armazenamento de energia em baterias da história do país. A avaliação é do advogado especialista em infraestrutura e notável do canal Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Augusto Dal Pozzo. De acordo com o especialista, a questão das baterias nunca foi almejada no Brasil, especialmente por uma questão estratégica.
Segundo Dal Pozzo, o armazenamento de energia enfrenta desafios regulatórios no Brasil, uma vez que as baterias não se encaixavam nas categorias tradicionais do setor elétrico. “A energia é dividida em três campos: a geração, a transmissão e a distribuição. As baterias não se encaixavam nessas categorias tradicionais do setor elétrico. Por quê? Porque ela hora consome energia e ela também injeta energia quando ela descarrega”, explicou.
Para isso, foi necessário criar uma nova regulamentação para permitir a realização dos leilões, após debates envolvendo o mercado e a sociedade civil. Para ele, a medida abre espaço para investimentos nacionais e estrangeiros em uma área considerada estratégica.
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O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, mas enfrenta o desafio de equilibrar a oferta de energia em momentos de maior demanda. Para Dal Pozzo, as baterias funcionam como uma solução para isso. “O Brasil está nessa agenda. Acho que o Brasil, até pelos nossos recursos naturais, sem dúvida alguma, está liderando esse processo de transição energética”, disse.
Ele ressaltou que a infraestrutura de armazenamento vai além das próprias baterias, envolvendo equipamentos, operação, manutenção e uma cadeia produtiva ligada a minerais estratégicos, como o lítio: “Não se trata simplesmente da bateria, mas tem interconectores, tem uma série de material elétrico fundamental e a operação e a manutenção também dessas baterias”, explicou.
O avanço do setor também aumenta a importância dos minerais utilizados na fabricação das baterias. Dal Pozzo destacou que o Brasil possui reservas relevantes de minerais críticos e defendeu que o país deve aproveitar essa posição para desenvolver uma cadeia industrial própria.
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Siga o Times | CNBCPara o advogado, o desafio é transformar os recursos naturais em desenvolvimento tecnológico e econômico. “Não adianta a gente não ter inteligência, só ter recursos minerais, ter commodities. A gente precisa fazer com que essa regulação da exploração desses minérios possa não só alimentar o mundo, mas alimentar o Brasil.”
Leia também: Brasil tenta destravar investimentos estrangeiros em infraestrutura durante encontro em Nova York, afirma Dal Pozzo
Apesar de ser considerado um avanço, Dal Pozzo avalia que os leilões não resolverão todos os problemas do setor elétrico imediatamente. Segundo ele, o processo deve ser visto como um teste inicial para aprimorar a regulamentação e ampliar os investimentos.
“Esse leilão vai servir como um grande teste. Ele não vai resolver o problema, mas o que se espera é que esse movimento demonstre para a indústria, para as pessoas que investem nesse segmento, que o Brasil está preocupado com esse tema”, afirmou.
Na avaliação de Dal Pozzo, o sucesso dos primeiros projetos será importante para criar maturidade regulatória e abrir caminho para novas iniciativas. “O Brasil vai promovendo, a cada camada, a cada estruturação de projetos, um desenvolvimento de uma maturidade maior, seja dos contratos, seja da sua regulação. E aqui não vai ser diferente”, termina.
Leia também: Planejamento e segurança jurídica definem sucesso das concessões no Brasil, diz Augusto Dal Pozzo
Os leilões, previstos para dezembro, foram estruturados pelo Ministério de Minas e Energia e têm como objetivo contratar projetos de armazenamento de energia por baterias. Os vencedores terão contratos de 15 anos, com início do fornecimento previsto para 2028.
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