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Como a Arábia Saudita pretende transportar mais petróleo para o mercado global?
Publicado 18/10/2026 • 08:00 | Atualizado há 59 minutos
Publicado 18/10/2026 • 08:00 | Atualizado há 59 minutos
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Foto: wikimedia commons
Como a Arábia Saudita pretende transportar mais petróleo para o mercado global
A Arábia Saudita planeja ampliar sua capacidade de exportação de petróleo para até 10 milhões de barris por dia. Para alcançar esse objetivo, o país pretende modernizar sua rede de oleodutos. Além disso, vai adaptar temporariamente um gasoduto usado no transporte de gás natural para movimentar petróleo bruto.
A estratégia busca ampliar as alternativas logísticas do reino em meio às interrupções nas principais rotas marítimas de exportação. Segundo informações do Enerdata, o governo saudita trabalha com medidas de curto e médio prazo para aumentar o volume de petróleo que consegue direcionar ao mercado internacional.
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Uma das medidas previstas é a adaptação de um gasoduto doméstico para transportar petróleo bruto. Segundo o ministro da Energia saudita, a mudança poderá ampliar a capacidade de exportação em 1,2 milhão de barris por dia. A previsão é alcançar esse aumento em sete a oito semanas.
Além disso, novos investimentos poderão elevar o acréscimo para até 3 milhões de barris por dia. O ministro autorizou a Saudi Aramco, estatal petrolífera do país, a utilizar a estrutura para transportar petróleo até maio de 2027.
A operação, no entanto, terá caráter temporário. Após esse período, a empresa precisará limpar o gasoduto e restaurá-lo para o transporte de gás natural antes do verão, quando a demanda pelo combustível atinge seu pico.
A iniciativa permite que o país aproveite uma estrutura existente para ampliar a capacidade de escoamento do petróleo em um prazo relativamente curto, enquanto prepara outras melhorias na infraestrutura energética.
Em paralelo, a Arábia Saudita pretende aumentar a capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, que atualmente pode transportar 7 milhões de barris por dia. O plano prevê melhorias nas estações de bombeamento e investimentos adicionais na infraestrutura.
Com essas mudanças, o reino poderá elevar para aproximadamente 10 milhões de barris por dia sua capacidade de redirecionar o petróleo das principais rotas marítimas do Golfo Pérsico para o Mar Vermelho.
A expectativa é alcançar esse patamar nos próximos dois a três anos. Diferentemente da adaptação temporária do gasoduto de gás natural, essa frente depende de obras e melhorias na estrutura existente. O objetivo é ampliar a flexibilidade das exportações sauditas, permitindo que o país utilize uma rota alternativa quando houver problemas nas vias marítimas tradicionais.
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Siga o Times | CNBCO oleoduto Leste-Oeste ganhou importância desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Com o fechamento do estreito de Ormuz, a Arábia Saudita passou a direcionar parte da produção de suas instalações no leste do país ao terminal de exportação de Yanbu, no Mar Vermelho.
A alternativa permite contornar o estreito, uma passagem estratégica para o comércio internacional de petróleo. Entretanto, ataques repetidos ao oleoduto prejudicaram a capacidade saudita de transportar o combustível por essa rota.
Após uma série de interrupções em setembro, o país anunciou a retomada do fluxo. A capacidade registrada nesse momento era de 5,8 milhões de barris por dia, conforme informação publicada em 8 de outubro de 2026.
Esse volume ainda fica abaixo da capacidade nominal de 7 milhões de barris por dia do oleoduto. Por isso, as melhorias nas estações de bombeamento e os investimentos em infraestrutura são importantes para ampliar o transporte e reduzir as limitações operacionais.
A ampliação da infraestrutura tem relevância para o comércio global de energia. A Arábia Saudita é a maior exportadora mundial de petróleo bruto e embarcou 294 milhões de toneladas do produto em 2024, o equivalente a aproximadamente 2,2 bilhões de barris, segundo os dados citados pela Enerdata.
Naquele ano, a região da Ásia e do Pacífico concentrou 77% das exportações sauditas. A China respondeu por 25% do total, enquanto a Europa recebeu 12%.
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Esses números ajudam a explicar a importância de manter o fluxo de petróleo para os mercados consumidores. Ao ampliar a capacidade dos oleodutos e fortalecer a conexão com o Mar Vermelho, o país pretende aumentar suas alternativas de transporte e reduzir a dependência das rotas marítimas que passam pelo Golfo Pérsico.
Assim, o plano combina uma solução temporária, com a conversão de um gasoduto, e investimentos de médio prazo na rede Leste-Oeste. A meta de chegar a 10 milhões de barris por dia representa a capacidade projetada para o transporte e o redirecionamento das exportações, e não uma garantia de que esse volume será efetivamente exportado todos os dias.
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