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Diesel pode continuar em falta até 2027; entenda o alerta da AIE?

Publicado 17/10/2026 • 14:00 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • A Agência Internacional de Energia prevê que a oferta de diesel continue limitada até 2027, devido aos conflitos no Oriente Médio e na Rússia.
  • As perdas nas exportações de diesel dessas regiões chegaram a 1,3 milhão de barris por dia em setembro, segundo a AIE.
  • A recuperação das refinarias deve ajudar a recompor os estoques, mas a oferta só deve melhorar de forma mais consistente no segundo semestre de 2027.
Diesel pode continuar em falta até 2027; entenda o alerta da AIE?

Foto: unsplash

Diesel pode continuar em falta até 2027; entenda o alerta da AIE?

A Agência Internacional de Energia (AIE) alerta que a oferta limitada de diesel pode manter os preços elevados até 2027. Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (14), conflitos no Oriente Médio e na Rússia reduziram as exportações e dificultaram a reposição dos estoques.

A recuperação das refinarias prevista para o fim de 2026 deve ajudar a ampliar a oferta, mas não será suficiente para compensar o déficit acumulado no mercado.

Leia também: Petróleo sobe a US$ 105 enquanto AIE prevê aperto no diesel até 2027 após ataque a prédio administrativo da Aramco

Por que pode faltar diesel até 2027?

As perdas nas exportações de diesel do Oriente Médio e da Rússia somaram 1,3 milhão de barris por dia em setembro, segundo a AIE. O volume equivale a cerca de 4,5% da demanda global de diesel e gasóleo prevista para 2026.

Além disso, os estoques diminuíram em um período do ano em que normalmente começariam a aumentar. Sem uma solução para os conflitos no Oriente Médio, a agência prevê novas dificuldades no abastecimento nos próximos meses.

Como a escassez de diesel afeta a economia?

O diesel é utilizado no transporte de cargas, na agricultura e na indústria. Por isso, a alta dos preços pode elevar os custos de produção e distribuição de mercadorias, além de pressionar a inflação. Segundo a AIE, os preços recordes do combustível já afetam a renda real e a atividade econômica.

A situação também envolve disputas comerciais. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que países da União Europeia reduzam seus estoques ou enfrentem uma possível proibição das exportações de diesel norte-americano, de acordo com a Reuters.

Reservas emergenciais podem ajudar?

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Em março, os países membros da AIE concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas emergenciais. Depois, o volume anunciado subiu para 426 milhões de barris.

Até o fim de setembro, 331 milhões de barris haviam sido liberados. O ritmo das liberações, porém, caiu para cerca de 270 mil barris por dia naquele mês, ante uma média de 2,2 milhões entre março e junho. O conselho administrativo da agência tinha reunião prevista para quinta-feira (15) para discutir os detalhes da operação.

Quando a oferta pode melhorar?

A AIE prevê que a recuperação das refinarias ajude a recompor os estoques. Mesmo assim, o mercado de gasóleo deve continuar com oferta restrita no primeiro semestre de 2027, com melhora esperada para a segunda metade do ano. Em setembro, as margens de refino do diesel chegaram a quase US$ 95 (cerca de R$ 477) por barril, um recorde, segundo a agência.

A recuperação da oferta também depende da situação no Oriente Médio. Em setembro, as exportações de petróleo bruto dos produtores do Golfo Pérsico aumentaram 4,4 milhões de barris por dia, chegando a cerca de 75% dos níveis anteriores à guerra. No entanto, novos ataques à infraestrutura energética e a navios-tanque ameaçam interromper esse avanço.

Leia também: Trump defende acordo sobre diesel russo após críticas: ‘Tomei a decisão certa’

A AIE estima que a oferta global de petróleo caia 5,8 milhões de barris por dia em 2026 e aumente 7,7 milhões em 2027. A demanda, por sua vez, deverá recuar 2,6 milhões de barris diários neste ano.

O alerta, portanto, indica que a oferta de diesel pode continuar limitada até 2027. A melhora dependerá da recuperação das refinarias, da reposição dos estoques e da evolução dos conflitos que afetam o fornecimento internacional.

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