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Como a guerra no Oriente Médio pode abrir um mercado de US$ 58 bilhões para empresas de energia?
Publicado 25/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 13 minutos
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Publicado 25/10/2026 • 07:00 | Atualizado há 13 minutos
KEY POINTS
foto: midjourney
Como a guerra no Oriente Médio pode abrir um mercado de US$ 58 bilhões para empresas de energia?
A reconstrução da infraestrutura energética no Oriente Médio pode criar oportunidades bilionárias para empresas que prestam serviços à indústria de petróleo. O conflito entre Estados Unidos e Irã prejudicou operações e atrasou projetos na região. Nesse cenário, a recuperação da produção e a reposição de estoques devem ampliar a demanda por equipamentos, serviços especializados e manutenção nos próximos anos.
Uma estimativa da Rystad Energy, divulgada em abril, aponta que a reparação da infraestrutura energética pode custar até US$ 58 bilhões (cerca de R$ 291,40 bilhões). O valor dimensiona os recursos necessários para recuperar as instalações da região, mas não representa receita garantida para as empresas do setor.
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A perspectiva já influencia as projeções de companhias que atuam nesse mercado. A Halliburton é uma das principais fornecedoras mundiais de serviços para campos petrolíferos. A empresa espera que a reconstrução impulsione os negócios internacionais, apesar da fraqueza do mercado na América do Norte.
O conflito entre Estados Unidos e Irã, que já dura oito meses, provocou interrupções nas operações de energia no Oriente Médio e adiou decisões sobre projetos. Embora os efeitos da guerra prejudiquem a atividade no curto prazo, a necessidade de recuperar instalações e restabelecer a produção pode sustentar novos contratos quando os trabalhos de reconstrução avançarem.
Nesse cenário, empresas especializadas em serviços para campos petrolíferos podem ampliar seus negócios. As oportunidades incluem a recuperação de estruturas, a retomada das operações e o reforço da segurança energética.
Em comunicado divulgado na terça-feira (20), o presidente-executivo da Halliburton, Jeff Miller, afirmou que os trabalhos para restaurar a produção, reconstruir estoques e reforçar a segurança energética devem impulsionar a demanda por serviços do setor durante vários anos.
A companhia prevê crescimento de receita na faixa de um dígito médio em 2027. Além disso, projeta uma margem operacional próxima de 15%, uma melhora de aproximadamente dois pontos percentuais em relação às estimativas para o período anterior.
A projeção considera um cenário de estabilidade na América do Norte, sem depender de uma recuperação do mercado de fraturamento hidráulico nos Estados Unidos. Assim, o avanço dos negócios internacionais ganha importância para os resultados da empresa.
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Siga o Times | CNBCOs resultados financeiros divulgados pela companhia ajudam a dimensionar o desempenho dos negócios em meio às incertezas do mercado de energia. No terceiro trimestre de 2026, a Halliburton registrou receita de US$ 5,7 bilhões (R$ 28,64 bilhões), alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou a expectativa média dos analistas, de US$ 5,6 bilhões (R$ 28,14 bilhões).
O lucro ajustado chegou a US$ 0,60 (R$ 3,01) por ação, acima da projeção de US$ 0,58 (R$ 2,91). Após a divulgação dos números, as ações da companhia subiram 2,4%. A empresa, porém, apresentou resultados diferentes entre as regiões em que atua. Na América do Norte, a receita caiu 9% na comparação anual, pressionada pela menor atividade de bombeamento de pressão nos Estados Unidos.
Em contrapartida, a receita da América Latina cresceu 12,6%, enquanto a divisão de Europa e África avançou 22,7%. O desempenho internacional ajudou a compensar a fraqueza do mercado norte-americano.
A receita da Halliburton no Oriente Médio e na Ásia ficou praticamente estável na comparação anual, em US$ 1,41 bilhão (R$ 7,08 bilhões). A região representa cerca de um quarto do faturamento total da companhia.
Apesar disso, a empresa espera ampliar os negócios nesses mercados. A diretora de operações, Shannon Slocum, afirmou que a receita do Oriente Médio deve crescer no quarto trimestre tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2025.
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A perspectiva também envolve outros mercados internacionais. A Halliburton espera crescimento de aproximadamente 12% nos negócios fora do Oriente Médio ao longo de 2026 e identifica oportunidades na Venezuela. No país sul-americano, empresas de serviços petrolíferos voltaram a contratar trabalhadores e mobilizar equipamentos com o avanço de um plano multibilionário, apoiado pelos Estados Unidos, para revitalizar a indústria petrolífera local.
Dessa forma, a recuperação da infraestrutura energética no Oriente Médio pode se somar à expansão em outros mercados e sustentar os resultados das prestadoras de serviços. O potencial de US$ 58 bilhões (R$ 291,40 bilhões) estimado pela Rystad Energy dimensiona os custos de reparação que podem surgir desse processo, enquanto o ritmo dos investimentos e a evolução do conflito serão determinantes para transformar essa necessidade em contratos efetivos.
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