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Peru quer importar energia solar do Chile; conheça o projeto de US$ 550 milhões
Publicado 24/10/2026 • 14:30 | Atualizado há 19 minutos
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Publicado 24/10/2026 • 14:30 | Atualizado há 19 minutos
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Foto: unsplash
Peru quer importar energia solar do Chile; conheça o projeto de US$ 550 milhões
O Peru quer retomar as negociações com o Chile para conectar as redes elétricas dos dois países. A proposta prevê uma linha de transmissão com capacidade de 1.000 megawatts (MW) e investimento estimado em US$ 550 milhões. O objetivo é ampliar o intercâmbio de eletricidade e aproveitar o excedente de geração solar e eólica chilena.
O ministro de Energia e Minas do Peru, Guillermo Shinno, apresentou a intenção durante a 21ª reunião do Conselho Empresarial Chile-Peru, realizada em Lima. Segundo ele, a integração elétrica faz parte do Compromisso 21 do Plano de Ação de Santiago.
Shinno também pretende se reunir com a ministra de Energia do Chile, Ximena Rincón, para avançar nas discussões. Caso o encontro não ocorra antes de novembro, os países poderão tratar do assunto na reunião binacional prevista para 29 de novembro.
Uma das alternativas em estudo prevê uma linha de transmissão de 500 quilovolts (kV), ligando Montalvo, no sul do Peru, a Kimal, no norte do Chile. A estrutura teria capacidade para transmitir até 1.000 MW.
Além disso, um estudo encomendado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 2025, estimou o investimento em US$ 550 milhões. Segundo a análise, as trocas de eletricidade nos dois sentidos poderiam movimentar entre 3.600 gigawatts-hora (GWh) e 5.700 GWh por ano, com benefícios econômicos combinados de, em média, US$ 170 milhões anuais.
A proposta permitiria que cada país fornecesse energia ao outro conforme a disponibilidade de geração e as necessidades de consumo.
O Chile possui capacidade expressiva de geração solar e eólica, especialmente no norte. Entretanto, limitações na transmissão dificultam o transporte de parte dessa eletricidade até os principais centros consumidores.
A conexão com o Peru abriria uma alternativa para aproveitar o excedente de produção e reduzir o desperdício de energia renovável. Além disso, entre janeiro e julho de 2026, os cortes na geração solar e eólica chilena chegaram a 2.680 GWh.
A exportação de parte dessa eletricidade poderia ajudar a diminuir os cortes, embora o resultado dependa da capacidade de transmissão e das condições operacionais das duas redes. O Peru, por sua vez, conta com usinas hidrelétricas e termelétricas a gás natural, que poderiam complementar o abastecimento durante períodos de menor geração renovável no Chile.
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Siga o Times | CNBCO Peru também registra crescimento na própria produção fotovoltaica. Dados do Ministério de Energia e Minas mostram que a geração solar alcançou 1.442 GWh no primeiro semestre de 2026, alta de 87% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Grande parte da capacidade solar instalada no país está concentrada no sul, especialmente nas regiões de Arequipa e Moquegua. Dessa forma, a integração elétrica poderia ampliar as alternativas de abastecimento e melhorar o aproveitamento dos recursos energéticos dos dois países.
Além do projeto de 1.000 MW, a empresa chilena EnorChile Transmission apresentou, em 13 de outubro, um estudo de impacto ambiental para a linha Los Héroes-Parinacota.
A iniciativa prevê investimento de US$ 30 milhões e cerca de 22 quilômetros de linha em território chileno, conectando a subestação de Parinacota, em Arica, à fronteira com o Peru. Além disso, a infraestrutura seguiria até a subestação de Los Tacéro, no território peruano.
O projeto teria capacidade máxima de 250 megavolt-ampères (MVA) e incluiria uma subestação conversora para compatibilizar as diferentes frequências das redes elétricas nacionais.
Apesar do interesse na integração energética, a proposta Montalvo-Kimal ainda não recebeu decisão final de investimento nem tem cronograma de construção definido.
O avanço dependerá de acordos técnicos, regulatórios e comerciais entre os dois países. Se sair do papel, a conexão poderá ajudar o Chile a aproveitar melhor o excedente de energia renovável e ampliar as opções de abastecimento do Peru.
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