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Guerra com o Irã deve acelerar mudanças estruturais no mercado global de energia, dizem petroleiras
Publicado 09/05/2026 • 14:24 | Atualizado há 4 dias
Publicado 09/05/2026 • 14:24 | Atualizado há 4 dias
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- Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras
A guerra envolvendo o Irã deve provocar mudanças profundas no sistema energético mundial, segundo executivos das principais empresas globais de petróleo e gás durante teleconferências de resultados realizadas nas últimas duas semanas.
O bloqueio iraniano ao Estreito de Hormuz resultou na perda de quase 1 bilhão de barris de petróleo, enquanto a escassez continua aumentando a cada dia em que a rota marítima permanece fechada.
A interrupção do fluxo energético expôs a fragilidade do sistema global de abastecimento, afirmou Olivier Le Peuch, CEO da empresa de serviços petrolíferos SLB.
“Isso vai impulsionar mudanças estruturais fundamentais em todo o cenário energético”, afirmou Lorenzo Simonelli, CEO da Baker Hughes, concorrente da SLB.
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Segundo os executivos, governos e empresas passarão a tratar a segurança energética como prioridade estratégica. Para Jeffrey Miller, CEO da Halliburton, o tema “não é mais apenas um ponto de debate”.
Os executivos afirmaram que os investimentos em exploração e produção de petróleo devem aumentar como consequência direta da guerra.
Ao mesmo tempo, soluções de baixo carbono, como energia geotérmica, nuclear e modernização das redes elétricas, continuarão recebendo investimentos, segundo Simonelli.
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“Não se trata apenas de aumentar a oferta de energia”, afirmou o CEO da Baker Hughes. “É sobre construir uma infraestrutura energética robusta e resiliente, com maior redundância, diversificação e menos dependência de grandes ativos únicos.”
O fechamento do Estreito de Hormuz evidenciou principalmente a dependência das economias asiáticas do petróleo bruto e do gás natural liquefeito vindos do Oriente Médio.
“Obviamente, as pessoas vão reavaliar sua segurança energética e como garantir que, no futuro, não tenham o mesmo nível de exposição”, afirmou Darren Woods, CEO da Exxon Mobil.
Os executivos também disseram que governos deverão buscar maior diversificação das fontes de energia e recomposição dos estoques globais de petróleo afetados pela guerra.
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“Vai haver uma reconstrução dos estoques globais acima dos níveis históricos para garantir que a segurança energética esteja em primeiro plano”, afirmou Simonelli.
O petróleo bruto dos Estados Unidos deve assumir papel ainda mais relevante para preservar a segurança energética global, afirmou Kaes Van’t Hof, CEO da Diamondback Energy, uma das maiores produtoras americanas de petróleo de xisto.
As exportações americanas de petróleo atingiram níveis recordes durante a guerra.
Segundo Jeffrey Miller, o mercado global de petróleo tornou-se “fundamentalmente mais apertado” por causa da interrupção da oferta. Ele afirmou que o mercado saiu da expectativa de superávit neste ano para um cenário de forte déficit.
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Para Olivier Le Peuch, o quadro deve sustentar preços elevados do petróleo mesmo após o fim da guerra.
Os preços mais altos devem estimular investimentos em projetos offshore e em águas profundas na África, nas Américas e na Ásia, segundo Le Peuch.
“A África representa uma das oportunidades mais atraentes de longo prazo, com uma base significativa de recursos de petróleo e gás ainda não desenvolvidos”, afirmou o CEO da SLB.
Segundo ele, a tendência é que a alocação global de investimentos passe gradualmente a favorecer mais a região africana.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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