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Filipinas planejam chegar a 1,2 GW de energia nuclear até 2032
Publicado 24/10/2026 • 20:45 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 24/10/2026 • 20:45 | Atualizado há 52 minutos
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Foto: unsplash
Filipinas planejam chegar a 1,2 GW de energia nuclear até 2032?
As Filipinas avançam nos preparativos para incluir a energia nuclear em sua matriz elétrica. O governo estabeleceu a meta de alcançar 1,2 gigawatt (GW) de capacidade nuclear até 2032, com previsão de chegar a 2,4 GW em 2035 e 4,8 GW em 2050. Entretanto, o país ainda precisa definir aspectos regulatórios, financeiros e tecnológicos para viabilizar sua primeira usina nuclear.
A iniciativa busca atender ao crescimento da demanda por eletricidade, reduzir a dependência de combustíveis importados e diversificar as fontes de geração. Além disso, o governo pretende combinar a energia nuclear com a expansão das fontes renováveis para reforçar a segurança energética e reduzir as emissões de carbono.
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Durante a Conferência Mundial da Cadeia de Suprimentos Nuclear, realizada em Manila nos dias 20 e 21 de outubro, a secretária de Energia das Filipinas, Sharon Garin, destacou a necessidade de ampliar a oferta de eletricidade diante do crescimento econômico.
Segundo Garin, a Agência Internacional de Energia (AIE) projeta um crescimento médio anual de 3,6% na demanda por eletricidade do país. Em julho de 2026, a demanda máxima chegou a 20,1 GW, enquanto a capacidade instalada de geração alcançou aproximadamente 32,5 GW.
Apesar dessa capacidade, as importações líquidas representam 51,5% da oferta total de energia primária das Filipinas. O país também importa 85% do carvão e 95% do diesel que consome.
Essa dependência expõe a economia a interrupções no abastecimento internacional e à volatilidade dos preços. Por isso, o governo considera a energia nuclear uma alternativa para fornecer eletricidade de forma contínua e com baixas emissões de carbono.
O Departamento de Energia das Filipinas trabalha na avaliação de possíveis locais para a usina, no fortalecimento das regras regulatórias e na definição de condições comerciais para atrair investidores.
Patrick Aquino, diretor do Escritório de Gestão da Utilização de Energia do departamento, afirmou que o programa exige avanços no financiamento, na escolha da tecnologia, na segurança nuclear, na gestão de resíduos radioativos e na formação de profissionais especializados.
O governo também segue as orientações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que incluem o fortalecimento das instituições reguladoras e o planejamento para emergências. Para desenvolver essas capacidades, as Filipinas buscam cooperação técnica com Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Hungria.
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Siga o Times | CNBCO país já tem experiência com a usina nuclear de Bataan, concluída na década de 1980, mas que nunca entrou em operação comercial. Atualmente, o governo concentra esforços na preparação necessária para viabilizar um novo programa.
O cumprimento das metas poderá depender, em parte, da disponibilidade de pequenos reatores modulares, conhecidos como SMRs. Essas tecnologias estão entre as opções avaliadas para futuros projetos.
A energia nuclear deverá complementar as metas de fontes renováveis, que buscam atingir pelo menos 35% da geração elétrica até 2030, 50% até 2040 e mais de 50% até 2050. A proposta é garantir uma oferta estável de eletricidade enquanto o país reduz gradualmente a dependência do carvão. Em 2020, o governo estabeleceu uma moratória sobre novas usinas termelétricas a carvão.
Entretanto, Aquino alertou que a energia nuclear não reduzirá automaticamente as tarifas de eletricidade. Como os projetos exigem investimentos iniciais elevados, a viabilidade depende dos custos ao longo de todo o ciclo de vida.
A Meralco PowerGen Corporation (MGen) criou o programa Nuclear Energy Strategic Transformation (NEST) para organizar suas iniciativas no setor. A empresa recebeu uma subvenção de US$ 2,8 milhões da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA) e trabalha com a consultoria Sargent & Lundy em um estudo sobre pequenos reatores modulares.
O levantamento avalia possíveis locais e tecnologias. Segundo Emmanuel Rubio, presidente e CEO da MGen, um relatório inicial já identificou opções pré-selecionadas, e a conclusão do estudo está prevista para o terceiro trimestre de 2027.
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A Aboitiz Power Corporation também avalia a energia nuclear como alternativa para diversificar sua geração. No entanto, essas análises ainda não representam decisões definitivas de investimento. Além de preparar os projetos, as Filipinas pretendem desenvolver fornecedores locais, ampliar a capacidade de engenharia e formar profissionais especializados.
Assim, a meta de alcançar 1,2 GW de capacidade nuclear até 2032 depende da conclusão de estudos técnicos, da estruturação financeira e da preparação regulatória. O avanço exigirá coordenação entre governo, investidores e fornecedores para viabilizar projetos seguros e economicamente sustentáveis.
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