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Energia

Usina em Cubatão completa 100 anos e terá espaço cultural

Publicado 24/10/2026 • 08:00 | Atualizado há 16 minutos

KEY POINTS

  • A Usina Henry Borden, em Cubatão, completou 100 anos em outubro e segue como um importante complexo de geração de energia em São Paulo.
  • A usina tem capacidade instalada de 889 megawatts, equivalente ao consumo simultâneo de cerca de 4 milhões de residências.
  • O Espaço Cultural Henry Borden será inaugurado em 7 de novembro, com maquete, objetos históricos, painel digital e experiência de realidade virtual.
Usina em Cubatão completa 100 anos e terá espaço cultural

Foto: divulgação

Usina em Cubatão completa 100 anos e terá espaço cultural

A Usina Henry Borden, em Cubatão, no litoral de São Paulo, completou 100 anos de funcionamento em outubro e prepara uma novidade para marcar o centenário. A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), responsável pelo complexo, inaugura em 7 de novembro o Espaço Cultural Henry Borden, dedicado à trajetória da usina e à evolução do setor energético.

O local terá 227 metros quadrados e contará com uma exposição permanente renovada. Entretanto, a abertura do espaço não significará o início imediato das visitas públicas, já que o ambiente permanecerá fechado à visitação por enquanto.

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A iniciativa pretende reunir elementos da história da usina, da industrialização paulista e dos avanços da engenharia. Além disso, a exposição abordará o futuro da energia, com recursos interativos e materiais que ajudam a explicar a importância do complexo para o desenvolvimento da região.

Espaço cultural reúne história e tecnologia

Concebida pela Fundação Energia e Saneamento, a exposição terá diferentes recursos para apresentar a trajetória da Usina Henry Borden ao público. Entre eles, estão uma maquete do sistema hidroenergético, um painel digital sobre a reversão do Rio Pinheiros e objetos históricos relacionados à operação do complexo.

O espaço também reunirá depoimentos de trabalhadores, aposentados e moradores, com relatos que ajudam a preservar a memória de quem acompanhou a história da usina. Outra atração será uma experiência de realidade virtual que simula o percurso feito no trolley utilizado em atividades de manutenção.

Além disso, o projeto prevê recursos de acessibilidade para ampliar as possibilidades de interação com o conteúdo. Dessa forma, o espaço cultural busca aproximar o público de temas como geração de energia, desenvolvimento industrial e infraestrutura.

Usina Henry Borden tem capacidade de 889 megawatts

Apesar de completar um século de atividade, a usina continua desempenhando um papel importante na geração de eletricidade. Instalada no sopé da Serra do Mar, em Cubatão, a estrutura aproveita um desnível de aproximadamente 720 metros para produzir energia.

Atualmente, o complexo conta com duas casas de força e 14 grupos geradores. Juntos, eles somam uma capacidade instalada de 889 megawatts (MW), volume equivalente ao consumo simultâneo de cerca de 4 milhões de residências.

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A dimensão do empreendimento também marcou a história do setor elétrico brasileiro. Segundo Fernando Fernandes, diretor de Operações da Emae, a usina esteve entre as maiores do Hemisfério Sul até a década de 1970. Mesmo depois de 100 anos, acrescentou o executivo, o complexo mantém sua relevância.

Projeto da Serra marcou a história da usina

A construção da antiga Usina de Cubatão fez parte do Projeto da Serra, concebido pelo engenheiro Asa White Kenney Billings. O plano envolveu outras intervenções importantes na infraestrutura hídrica da região, como a formação do Reservatório Billings e a reversão do Rio Pinheiros.

Essas obras integraram um projeto de engenharia voltado ao aproveitamento dos recursos hídricos para a produção de energia. A usina foi inaugurada em 10 de outubro de 1926 e, em 1964, recebeu o nome de Henry Borden, ex-dirigente da Light and Power Company Limited, empresa responsável pela execução da obra.

Ao longo das décadas seguintes, o complexo acompanhou o avanço da industrialização paulista e contribuiu para atender à demanda energética associada ao crescimento econômico do estado.

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Modernização recebe investimento de R$ 338 milhões

Além da preservação histórica, a usina passa por um processo de modernização. Desde 2019, a Emae destinou R$ 338 milhões às instalações, com prioridade para a atualização das unidades geradoras subterrâneas.

O investimento busca renovar estruturas de um empreendimento que permanece em operação após um século de atividade. Assim, enquanto prepara o espaço cultural para apresentar sua trajetória ao público, a usina também recebe melhorias em sua infraestrutura.

O centenário reúne, portanto, duas frentes: a preservação da memória da Usina Henry Borden, importante para a engenharia brasileira, e a modernização de um complexo que continua participando da geração de energia em São Paulo.

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