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Consumo de energia no Brasil tem 2ª queda consecutiva e recua 2,3% em março
Publicado 30/04/2026 • 17:59 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 30/04/2026 • 17:59 | Atualizado há 2 semanas
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Torres de energia
O consumo nacional de energia elétrica registrou 48.886 gigawatts-hora (GWh) em março, queda de 2,3% na comparação com março de 2025, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Esta foi a segunda retração mensal consecutiva. O movimento foi observado em todas as classes de consumo: residencial (-2,6%), industrial (-1,3%), comercial (-0,4%) e outros (-6,4%), puxada principalmente pela influência do consumo rural.
A queda do consumo energético industrial foi a quinta consecutiva, e foi puxada pelo recuo em 22 dos 37 setores monitorados pela autarquia, com a metalurgia se destacando, com retração 7,9% do consumo em março. Já a queda do consumo residencial foi explicada por condições climáticas mais amenas, enquanto o setor comercial teve a menor retração, refletindo o desempenho mais contido do comércio e também o clima mais ameno.
No recorte regional, Norte (+9,0%), Nordeste (+0,4%) e Centro-Oeste (+0,2%) registraram alta no consumo, enquanto Sul (-1,7%) e Sudeste (-5,5%) apresentaram contração. No acumulado de 12 meses, o consumo nacional atingiu 566.242 GWh, sem variação relevante ante igual período anterior, indicando estabilidade no horizonte mais longo, apesar das quedas recentes.
Pelo ambiente de contratação, o mercado livre (ACL) respondeu por 44,8% do consumo em março de 2026, com 21.887 GWh. Na comparação com março de 2025, o consumo no ACL cresceu 2,4% e o número de consumidores avançou 23,6%. O Norte liderou a expansão do consumo no mercado livre (+12,5%) e também teve o maior aumento de consumidores livres (+37,4%).
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Já o mercado regulado das distribuidoras (ACR) manteve a maior parcela do consumo, com 26.999 GWh (55,2% do total), mas registrou queda de 5,8% no consumo em março de 2026, apesar do aumento de 1,7% no número de consumidores. No ACR, apenas o Norte teve alta de consumo (+5,8%), enquanto o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento de consumidores cativos (+2,3%).
A autarquia destacou também o avanço da migração para o mercado livre desde a abertura para todos os consumidores do grupo A (alta tensão), em janeiro de 2024, prevista na portaria do MME 50/2022. Desde então, foram 26 mil migrações em 2024 e outras 19 mil em 2025.
“Com base no relatório de migração para o ACL da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), referente a março de 2026, a estimativa é de que quase 10 mil consumidores migrem para o mercado livre ao longo de 2026”, informou a EPE.
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