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Diesel sobe mais que petróleo e barril pode superar US$ 100 com crise no Oriente Médio
Publicado 02/03/2026 • 13:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/03/2026 • 13:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A escalada de tensões no Oriente Médio, com fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global, já provoca efeitos diretos nos preços de energia e pode gerar novas pressões inflacionárias. A avaliação é de Erasmo Batistella, presidente da Be8.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (2), o executivo afirmou que ainda não há clareza sobre os desdobramentos políticos após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, mas disse que o impacto econômico já é visível.
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Segundo Batistella, a reação mais imediata acontece nos derivados. “Hoje, por exemplo, o preço do diesel já subiu muito mais do que o preço do petróleo na Europa”, afirmou, acrescentando que a maioria dos analistas projeta o barril “próximo ou até acima dos US$ 100”.
O executivo destacou ainda que o mercado tem focado excessivamente no petróleo bruto, ignorando o comportamento de produtos refinados.
“A gente está olhando muito o preço do petróleo, mas precisa ver o preço do gás e dos derivados, como diesel, gasolina e combustível de aviação, que podem registrar aumentos ainda maiores”, disse.
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Na avaliação do executivo, o Brasil está relativamente protegido. Batistella cita dois fatores: produção doméstica de petróleo e peso dos biocombustíveis na matriz. “Hoje, 30% da gasolina é etanol e 15% é biodiesel. Isso impacta menos o Brasil do que outros países”, afirmou.
O executivo defende ampliar a mistura obrigatória. “Estamos defendendo que se observe um possível aumento do biodiesel e também do etanol, hoje em 30%, chegando a 35%.”
Segundo ele, a medida beneficiaria o agronegócio, especialmente diante da perspectiva de safra recorde de soja.
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