Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Projeto bilionário prevê produção de 1,2 milhão de toneladas de hidrogênio verde
Publicado 27/09/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
Alta no custo do lazer não freia gastos dos americanos com hobbies
Trump diz ter aprovado novas regras de eficiência de combustível e revertido medidas de Biden
Boeing alerta para falha de software que afeta funções de pouso do 737 Max
Casa Branca bloqueia US$ 810 milhões em verbas por meio de manobra orçamentária
O TikTok chega ao primeiro acordo estadual sobre alegações de segurança envolvendo adolescentes e concorda com limites de uso
Publicado 27/09/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Projeto de até 30 GW prevê produção de 1,2 mi t de hidrogênio verde por ano
Um projeto de hidrogênio verde na Mauritânia prevê alcançar até 30 GW de geração de energia solar e eólica e produzir 1,2 milhão de toneladas da molécula por ano. O empreendimento, chamado Aman, também estabelece como meta a produção anual de 6,6 milhões de toneladas de amônia verde.
A CWP Global desenvolve o projeto no norte do país, em uma área de aproximadamente 8.500 km². Em 16 de setembro, a empresa e o governo da Mauritânia assinaram uma nova convenção que estabelece as bases contratuais, fiscais, econômicas e de desenvolvimento para as próximas etapas.
Leia também: Vale e parceira europeia lançam plataforma de hidrogênio verde para produzir aço limpo no Maranhão
O avanço coloca o projeto em uma nova fase e ocorre enquanto o Brasil desenvolve iniciativas próprias para produzir e exportar hidrogênio e seus derivados.
A CWP começou a trabalhar no Aman em 2020. Além disso, depois, a empresa assinou um memorando de entendimento em 2021 e um acordo de estruturação com o governo da Mauritânia em 2022.
Agora, o empreendimento está na fase de engenharia FEED, etapa em que a equipe detalha os principais sistemas antes da decisão final de investimento. Dessa forma, a companhia espera tomar essa decisão antes de 2030.
A capacidade potencial chega a 30 GW de geração combinada de energia solar e eólica. Parte dessa eletricidade deverá alimentar eletrolisadores, equipamentos que utilizam energia elétrica para separar a água em hidrogênio e oxigênio. Dessa forma, quando a eletricidade utilizada no processo vem de fontes renováveis, o produto recebe a classificação de hidrogênio verde.
Além de produzir 1,2 milhão de toneladas de hidrogênio verde por ano, o Aman prevê 6,6 milhões de toneladas anuais de amônia verde.
Para produzir a substância, o hidrogênio pode ser combinado ao nitrogênio retirado do ar. A estratégia também considera as dificuldades de transportar hidrogênio puro por longas distâncias, enquanto a amônia já possui uma cadeia internacional de transporte e é utilizada principalmente na fabricação de fertilizantes.
O projeto, porém, não pretende limitar o uso do hidrogênio à exportação. A Mauritânia possui reservas de minério de ferro, e a proposta inclui utilizar a energia renovável e o hidrogênio para transformar parte desse minério em produtos com menor intensidade de emissões.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Hidrogênio verde é caminho sem volta para barcos e navios, diz empresário do setor
No Brasil, o Complexo do Pecém, no Ceará, concentra projetos de hidrogênio e derivados. Além disso, a área destinada aos empreendimentos possui 1.855,1 hectares, com espaço para plantas industriais, corredor de utilidades e estrutura para armazenamento de amônia.
Em maio de 2026, Pecém avançou em uma parceria com os portos de Roterdã, nos Países Baixos, e Duisburg, na Alemanha. A iniciativa busca estruturar uma rota de moléculas verdes entre os três locais, com fornecimentos a partir de 2029.
O Ceará estima potencial de 94 GW de energia eólica em terra, 117 GW no mar e 643 GW de energia solar. O Porto do Açu, no Rio de Janeiro, também desenvolve projetos ligados ao setor. O complexo assinou reservas de área com Fuella, HIF Global e Yamna para iniciativas envolvendo hidrogênio de baixo carbono, amônia e e-metanol.
A Fuella prevê capacidade de até 400 mil toneladas de amônia verde por ano, enquanto a Yamna trabalha com até 1 milhão de toneladas anuais, com as primeiras moléculas previstas para 2030. A ANP também acompanha a implementação do marco regulatório do hidrogênio de baixa emissão de carbono no país.
Leia também: Tatiana Sasson: Hidrogênio verde ganha força como alternativa aos combustíveis fósseis
Apesar da escala anunciada, os 30 GW do Aman representam uma capacidade potencial. A geração ainda não está instalada e a produção de hidrogênio e amônia ainda não começou.
A CWP já realizou estudos geológicos, geotécnicos, hidrogeológicos e de batimetria para apoiar o desenvolvimento das estruturas. A empresa também acumulou mais de 30 meses de medições dos recursos solares e eólicos da região.
Assim, o próximo passo será avançar na engenharia e chegar à decisão final de investimento. Caso siga o cronograma divulgado, o projeto poderá entrar na próxima década com uma estrutura voltada à produção de hidrogênio e amônia em grande escala.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
3
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
4
Banco Master acumulou bilhões em pré-precatórios ligados a processos nas altas cortes da justiça
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025