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Energia

Projeto bilionário prevê produção de 1,2 milhão de toneladas de hidrogênio verde

Publicado 27/09/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O projeto Aman prevê até 30 GW de geração solar e eólica e produção anual de 1,2 milhão de toneladas de hidrogênio verde.
  • A iniciativa também estabelece uma meta de 6,6 milhões de toneladas de amônia verde por ano.
  • No Brasil, Pecém e Açu desenvolvem projetos de hidrogênio e derivados com foco também no mercado internacional.
Projeto de até 30 GW prevê produção de 1,2 mi t de hidrogênio verde por ano

Foto: unsplash

Projeto de até 30 GW prevê produção de 1,2 mi t de hidrogênio verde por ano

Um projeto de hidrogênio verde na Mauritânia prevê alcançar até 30 GW de geração de energia solar e eólica e produzir 1,2 milhão de toneladas da molécula por ano. O empreendimento, chamado Aman, também estabelece como meta a produção anual de 6,6 milhões de toneladas de amônia verde.

A CWP Global desenvolve o projeto no norte do país, em uma área de aproximadamente 8.500 km². Em 16 de setembro, a empresa e o governo da Mauritânia assinaram uma nova convenção que estabelece as bases contratuais, fiscais, econômicas e de desenvolvimento para as próximas etapas.

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O avanço coloca o projeto em uma nova fase e ocorre enquanto o Brasil desenvolve iniciativas próprias para produzir e exportar hidrogênio e seus derivados.

Hidrogênio verde terá energia solar e eólica

A CWP começou a trabalhar no Aman em 2020. Além disso, depois, a empresa assinou um memorando de entendimento em 2021 e um acordo de estruturação com o governo da Mauritânia em 2022.

Agora, o empreendimento está na fase de engenharia FEED, etapa em que a equipe detalha os principais sistemas antes da decisão final de investimento. Dessa forma, a companhia espera tomar essa decisão antes de 2030.

A capacidade potencial chega a 30 GW de geração combinada de energia solar e eólica. Parte dessa eletricidade deverá alimentar eletrolisadores, equipamentos que utilizam energia elétrica para separar a água em hidrogênio e oxigênio. Dessa forma, quando a eletricidade utilizada no processo vem de fontes renováveis, o produto recebe a classificação de hidrogênio verde.

Hidrogênio será transformado em amônia verde

Além de produzir 1,2 milhão de toneladas de hidrogênio verde por ano, o Aman prevê 6,6 milhões de toneladas anuais de amônia verde.

Para produzir a substância, o hidrogênio pode ser combinado ao nitrogênio retirado do ar. A estratégia também considera as dificuldades de transportar hidrogênio puro por longas distâncias, enquanto a amônia já possui uma cadeia internacional de transporte e é utilizada principalmente na fabricação de fertilizantes.

O projeto, porém, não pretende limitar o uso do hidrogênio à exportação. A Mauritânia possui reservas de minério de ferro, e a proposta inclui utilizar a energia renovável e o hidrogênio para transformar parte desse minério em produtos com menor intensidade de emissões.

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Brasil também desenvolve polos de produção

No Brasil, o Complexo do Pecém, no Ceará, concentra projetos de hidrogênio e derivados. Além disso, a área destinada aos empreendimentos possui 1.855,1 hectares, com espaço para plantas industriais, corredor de utilidades e estrutura para armazenamento de amônia.

Em maio de 2026, Pecém avançou em uma parceria com os portos de Roterdã, nos Países Baixos, e Duisburg, na Alemanha. A iniciativa busca estruturar uma rota de moléculas verdes entre os três locais, com fornecimentos a partir de 2029.

O Ceará estima potencial de 94 GW de energia eólica em terra, 117 GW no mar e 643 GW de energia solar. O Porto do Açu, no Rio de Janeiro, também desenvolve projetos ligados ao setor. O complexo assinou reservas de área com Fuella, HIF Global e Yamna para iniciativas envolvendo hidrogênio de baixo carbono, amônia e e-metanol.

A Fuella prevê capacidade de até 400 mil toneladas de amônia verde por ano, enquanto a Yamna trabalha com até 1 milhão de toneladas anuais, com as primeiras moléculas previstas para 2030. A ANP também acompanha a implementação do marco regulatório do hidrogênio de baixa emissão de carbono no país.

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Projeto ainda depende de investimento

Apesar da escala anunciada, os 30 GW do Aman representam uma capacidade potencial. A geração ainda não está instalada e a produção de hidrogênio e amônia ainda não começou.

A CWP já realizou estudos geológicos, geotécnicos, hidrogeológicos e de batimetria para apoiar o desenvolvimento das estruturas. A empresa também acumulou mais de 30 meses de medições dos recursos solares e eólicos da região.

Assim, o próximo passo será avançar na engenharia e chegar à decisão final de investimento. Caso siga o cronograma divulgado, o projeto poderá entrar na próxima década com uma estrutura voltada à produção de hidrogênio e amônia em grande escala.

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