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Cimed lucrou, mas ficou sem caixa; entenda por que isso acontece

Publicado 08/04/2026 • 08:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Cimed, empresa farmacêutica brasileira, não vive seu melhor momento financeiro. A empresa de João Adibe possui uma grande influência no mercado nacional, mas os últimos levantamentos da empresa acendem um alerta entre os investidores.
  • O aumento do marketing com influenciadores e marcas de nome entre o público mais jovem resultou no crescimento das vendas da Cimed. Entretanto, apesar desse crescimento, o caixa da empresa não atende aos padrões saudáveis de uma companhia em expansão.
  • De forma direta, a dívida bruta da Cimed encerrou 2025 em R$ 1,8 bilhão, com predominância de debêntures, que representam 78% do total. O indicador dívida bruta/EBITDA atingiu 3,7 vezes, enquanto a dívida líquida/EBITDA ficou em 2,8 vezes.
Cimed

Foto: reprodução/ Cimed

Cimed lucrou, mas ficou sem caixa; entenda por que isso acontece

A Cimed, empresa farmacêutica brasileira, não vive seu melhor momento financeiro. A empresa de João Adibe possui uma grande influência no mercado nacional, mas os últimos levantamentos da empresa acendem um alerta entre os investidores.

O aumento do marketing com influenciadores e marcas de nome entre o público mais jovem resultou no crescimento das vendas da Cimed. Entretanto, apesar desse crescimento, o caixa da empresa não atende aos padrões saudáveis de uma companhia em expansão.

Leia também: Após aumento da dívida e pressão no caixa, o que esperar da Cimed daqui para frente

Por que a Cimed lucrou, mas ficou sem caixa?

Conforme noticiado pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a Cimed fechou 2025 com fluxo de caixa operacional negativo de R$ 55,5 milhões. Neste mesmo período, a empresa brasileira distribuiu cerca de R$ 427 milhões aos acionistas, entre dividendos e juros sobre o capital próprio.

Ou seja, os valores distribuídos aos acionistas ultrapassam mais que o dobro do lucro líquido consolidado no ano, em média de R$ 196,7 milhões. Para viabilizar esses pagamentos, mesmo com a divergência de caixa, a empresa de João Adibe recorreu a captações, somando R$ 450 milhões em novos empréstimos, financiamentos e emissão de debêntures.

Ou seja, o lucro contábil considera receitas que ainda não foram recebidas, enquanto o fluxo de caixa mostra o montante que efetivamente entrou e saiu da empresa.

No caso da Cimed, o aumento de estoques e de contas a receber consumiu caixa antes que as vendas se transformassem em dinheiro disponível, o que, na prática, coloca a companhia no negativo.

Queda no lucro e redução na rentabilidade

Uma das razões que também influenciam na saúde financeira atual está ligada ao lucro da empresa. Em 2025, a receita líquida da Cimed avançou 12,5%, para R$ 3,067%.

Enquanto o lucro consolidado da empresa (resultado líquido total da companhia) recuou cerca de 30%, de R$ 280,9 milhões em 2024 para R$ 196,7 milhões em 2025.

Parte da redução da rentabilidade tem origem na própria operação da empresa. No primeiro trimestre, a implementação do sistema SAP S/4HANA causou interrupções na equipe comercial. Ao mesmo tempo, as despesas com propaganda e marketing cresceram de R$ 129,2 milhões para R$ 182,8 milhões, uma alta de 41,5%.

Os estoques também tiveram impacto relevante: passaram de R$ 508 milhões para R$ 699,5 milhões, consumindo cerca de R$ 232,3 milhões de caixa ao longo do ano.

Leia também: Consultor vê sinais de alerta na Cimed e diz que conta não fecha: ‘Onde tem fumaça, tem fogo’

Qual é a dívida atual da Cimed?

De forma direta, a dívida bruta da Cimed encerrou 2025 em R$ 1,8 bilhão, com predominância de debêntures, que representam 78% do total. O indicador dívida bruta/EBITDA atingiu 3,7 vezes, enquanto a dívida líquida/EBITDA ficou em 2,8 vezes.

Com isso, para os próximos dois anos, a farmacêutica brasileira projeta que o aporte restante do fundo soberano de Cingapura, GIC, estimado em R$ 500 milhões entre 2026 e 2027, contribua para aliviar as contas da Cimed e auxiliar na recuperação de caixa da empresa.

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