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Operação Fallax: como o grupo ligado à Fictor transformava dinheiro em luxo e cripto
Publicado 06/04/2026 • 08:55 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 06/04/2026 • 08:55 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Nas últimas semanas, a Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax, que investiga um esquema bilionário de fraudes contra o sistema bancário, com ênfase na Caixa Econômica Federal. As investigações ganharam notoriedade quando um dos principais alvos foi apontado como o CEO do Grupo Fictor, Rafael Goís.
Segundo as investigações da PF, os prejuízos podem ultrapassar os R$ 500 milhões, com atuação estruturada e uso de mecanismos para enganar o sistema financeiro brasileiro.
Leia também: Operação Fallax atinge três estados: onde a PF atua no caso da Fictor
Como noticiado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Operação Fallax, coordenada pela Polícia Federal, começou após apurações iniciadas em 2024, quando surgiram indícios de um esquema organizado para obtenção de vantagens ilícitas no sistema bancário.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta que o grupo usava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem do dinheiro obtido de forma ilegal. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários, o que permitia a realização de saques e transferências irregulares.
Depois disso, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento. Como já citado, a estimativa é de que o esquema tenha desviado mais de R$ 500 milhões de empresas, incluindo a Caixa Econômica Federal.
A movimentação da organização criminosa utilizava a aparência de legalidade para que as empresas movimentassem valores artificialmente e acessassem recursos financeiros. Em seguida, os valores desviados eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, prática comum para dificultar o rastreamento.
Com isso, o dinheiro desviado e transformado em criptomoedas facilitou a ocultação dos montantes, uma vez que criptos não são rastreáveis.
Outro ponto central do esquema era a participação de funcionários de instituições financeiras, que facilitavam a inserção de informações falsas nos sistemas bancários, garantindo a execução das fraudes.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com informações oficiais, a operação mobilizou uma grande estrutura policial e resultou no cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo.
As ações aconteceram em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, com valores que podem chegar a R$ 47 milhões.
Entre os bens apreendidos estão:
Leia também: Fictor se pronuncia após Operação Fallax: o que diz a defesa do CEO
Os investigados da Operação Fallax podem responder por uma série de crimes, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e delitos contra o sistema financeiro nacional. Caso haja condenação, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão, de acordo com a Polícia Federal.
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