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Ex-chefe antitruste do Departamento de Justiça dos EUA descreve como o mundo da publicidade pode evoluir após Google perder processo
Publicado 17/04/2025 • 20:53 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 17/04/2025 • 20:53 | Atualizado há 2 anos
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Imagem de DC Studio no Freepik
Em uma entrevista na quinta-feira (17) com Jim Cramer, da CNBC, o ex-chefe da divisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA, Jonathan Kanter, descreveu como o cenário da publicidade pode começar a mudar agora que o Google, da Alphabet, perdeu dois processos antitruste movidos pelo governo.
“As medidas corretivas neste caso, assim como no caso da busca, terão uma natureza voltada para o futuro,” disse Kanter.
“Isso significa que a infraestrutura para vender publicidade vinculada à IA, por exemplo, será altamente relevante na formulação das medidas corretivas neste caso,” continuou ele.
Com sorte, acrescentou, surgirão novas oportunidades para empresas monetizarem a inteligência artificial por meio da publicidade por vias que não envolvam o Google. Kanter também se mostrou otimista quanto à velocidade dessas mudanças, observando que “às vezes, as engrenagens da justiça se movem na velocidade de um Pinto [carro antigo da Ford],” mas “este caso se moveu na velocidade de uma Ferrari.”
Em 2023, durante o tempo de Kanter no DOJ, o governo alegou que o negócio de publicidade do Google violava as leis antitruste. Na quinta-feira, um juiz decidiu a favor do DOJ, dizendo que o Google domina ilegalmente os mercados de publicidade online. Este é o segundo processo antitruste que o gigante da tecnologia perde em menos de um ano, já que em agosto passado o Google perdeu outro processo movido pelo DOJ relacionado ao seu negócio de buscas.
Kanter enfatizou que a publicidade é o negócio central do Google — e um dos custos mais significativos para as empresas em geral. Ele disse que o Google não apenas manteve ilegalmente seu monopólio, como usou esse poder para prejudicar outros no setor. Todo o ecossistema publicitário sofreu por causa das práticas do Google, continuou Kanter, acrescentando que editoras de notícias e outros criadores de conteúdo foram “cobrados em excesso e pagos de menos.”
Embora Kanter tenha dito que não queria falar em nome do Departamento de Justiça da administração Trump, ele afirmou que “todos os sinais” indicam que os atuais representantes continuarão “apoiando o trabalho que realizamos.”
“Há um amplo reconhecimento em todo o espectro político de que, se acreditamos no capitalismo, se acreditamos nas empresas e nos mercados, precisamos ter regras claras, precisamos ter oportunidades para novos negócios, negócios antigos e todos os que estão no meio poderem ter sucesso,” disse Kanter. “As leis antitruste fazem exatamente isso.”
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Siga o Times | CNBC“Nós vencemos metade deste caso e vamos recorrer da outra metade. O tribunal concluiu que nossas ferramentas para anunciantes e nossas aquisições, como a DoubleClick, não prejudicam a concorrência. Discordamos da decisão do tribunal em relação às nossas ferramentas para editores,” disse Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de assuntos regulatórios do Google, à CNBC em um comunicado.
“Os editores têm muitas opções e escolhem o Google porque nossas ferramentas de tecnologia de anúncios são simples, acessíveis e eficazes.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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