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E se os data centers forem parte da solução de energia? Defende CEO
Publicado 25/10/2026 • 10:30 | Atualizado há 16 minutos
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Publicado 25/10/2026 • 10:30 | Atualizado há 16 minutos
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Foto: Flickr
E se os datas centers forem parte da solução de energia? Defende CEO
O crescimento dos data centers, impulsionado pela inteligência artificial (I.A) e pelos serviços digitais, aumenta a pressão sobre o sistema elétrico dos Estados Unidos. Para Shawna Seldon, CEO e autora de um artigo publicado na Inc., essas instalações também podem contribuir para enfrentar os desafios energéticos, desde que combinem geração de eletricidade, armazenamento em baterias e controle do consumo.
Na avaliação da executiva, o debate precisa ir além da quantidade de energia consumida por essas estruturas. É necessário considerar como as empresas podem participar da produção e da gestão da eletricidade, em vez de apenas ampliar a demanda sobre a rede existente.
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Em 2023, os data centers responderam por aproximadamente 4,4% do consumo de eletricidade dos Estados Unidos. Segundo estimativas do Departamento de Energia americano citadas por Seldon, essa participação poderá alcançar entre 6,7% e 12% até 2028.
Além disso, o crescimento levanta preocupações sobre a capacidade de geração, a infraestrutura elétrica, o uso da água e os impactos nas comunidades. Também coloca em discussão quem deve pagar pelos investimentos necessários para atender à nova demanda.
Para a CEO, porém, reconhecer esses desafios não significa concluir que os data centers representam apenas um problema para o setor elétrico. A necessidade de disponibilizar capacidade computacional rapidamente incentiva as empresas a buscar alternativas para garantir o fornecimento de energia.
Um exemplo citado por Seldon fica no Texas, onde Google e Intersect Power desenvolvem o Meitner Energy Center. O projeto prevê um data center associado a novos sistemas de geração de eletricidade e armazenamento em baterias. A proposta busca aproximar a oferta de energia da demanda computacional e reduzir a dependência da capacidade já disponível na rede elétrica.
O Google também anunciou acordos que representam 1 gigawatt (GW) de capacidade de resposta à demanda em seus data centers. A iniciativa permite transferir determinadas cargas de trabalho computacional para outros períodos, quando a rede elétrica precisar de alívio.
Além disso, projetos de transmissão e geração podem exigir anos de planejamento, licenciamento e construção. Por isso, geração adicional, microrredes, baterias e gerenciamento do consumo podem ajudar a atender parte da demanda enquanto obras maiores avançam.
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Siga o Times | CNBCEmbora não produzam eletricidade, as baterias armazenam energia quando a oferta é abundante e a liberam nos períodos de maior demanda. Combinadas com sistemas de geração e controles automatizados, elas podem reduzir a pressão nos horários de pico e, dependendo da configuração, prestar serviços à rede elétrica.
O Centro para Soluções Climáticas e Energéticas prevê que a demanda por baterias quadruplicará até 2030. Já a Associação das Indústrias de Energia Solar dos Estados Unidos informa que o país instalou 57,6 gigawatts-hora (GWh) de nova capacidade de armazenamento em 2025 e projeta aproximadamente 601 GWh até 2030. O Texas ocupa a segunda posição em capacidade acumulada, atrás da Califórnia.
Apesar das possibilidades tecnológicas, Seldon defende transparência e responsabilidade na expansão dessas instalações. As comunidades precisam conhecer as necessidades de eletricidade e água dos projetos, os impactos locais e os benefícios econômicos previstos.
A Pensilvânia oferece um exemplo nessa direção. Os padrões estaduais de Desenvolvimento Responsável de Infraestrutura exigem que desenvolvedores de data centers qualificados que buscam apoio estadual atendam à demanda adicional de eletricidade e paguem os custos de infraestrutura associados, evitando transferir essas despesas para outros consumidores. As regras também incluem exigências comunitárias, ambientais e relacionadas à força de trabalho.
Para Seldon, o debate não deve se limitar a classificar os data centers como bons ou ruins para o setor elétrico. A avaliação precisa considerar como cada projeto será construído, de onde virá a eletricidade e quais recursos estarão disponíveis para administrar o consumo.
Leia também: Dell despenca 11% e lidera queda de empresas de data centers por temor com IA
Tecnologias que eram caras ou pouco acessíveis há uma década estão se tornando comercialmente viáveis, ampliando as alternativas para produzir, armazenar e utilizar energia. Isso, contudo, não elimina os impactos ambientais nem a necessidade de fiscalização.
Assim, os data centers podem deixar de atuar apenas como grandes consumidores e assumir um papel mais ativo na gestão energética. Essa contribuição dependerá dos investimentos realizados, das soluções adotadas e das regras que definem a responsabilidade das empresas.
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